sexta-feira, 16 de agosto de 2013

SECRETÁRIO GARANTE RETORNO DA FORÇA NACIONAL AO RN ATÉ O FINAL DO ANO

O secretário de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social, Aldair da Rocha, garantiu o retorno da Força Nacional para o Rio Grande do Norte até o final deste ano. De acordo com o secretário, as atividades da equipe investigativa foram suspensas, temporariamente no estado, por determinação da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da justiça, que decidiu relocar a força tarefa para o estado de Goiás, para trabalhar na elucidação de casos mais urgentes.
O Secretário Aldair da Rocha disse não ter tomado conhecimento da informação de que a Força Nacional teria deixado o estado porque não houve renovação, por parte do governo estadual, do prazo de permanência da equipe aqui no RN. Fato que foi confirmado pelo Ministério da Justiça, em Brasília. “Recebi um chamado da secretário nacional, Regina Miki, solicitando a transferência da Força Nacional para o estado de Goiás. Não tenho informação sobre renovação de prazo, que eu saiba estava tudo acertado com o ministério já”, declarou o secretário.
Mesmo diante do quadro de crise vivido pelo Rio Grande do Norte, com greves e ameaças de greves por parte de várias esferas da segurança pública estadual, alegando falta de estrutura, o secretário disse que os casos que não foram concluídos pela Força Nacional, deverão ficar sob responsabilidade da Delegacia Especializada de Homicídios (Dehom).
Ainda segundo ele, a estimativa é de que até o final deste ano a Divisão de Homicídios seja instalada e passe a funcionar no RN. O projeto vai contar com recursos do programa Brasil Mais Seguro, do Governo Federal, que prevê o investimento na área de investigação de homicídios. “Temos todo esse planejamento e tudo vai depender agora da liberação dessa verba por parte do Governo Federal”, adiantou.
O secretário adiantou ainda que 80 dos 300 policiais que aguardam ser nomeados serão chamados para compor a divisão. “Teremos novos investimentos em segurança pública e estamos trabalhando para adiantarmos ao máximo esses projetos”, finalizou.
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DELEGADOS ENTRAM EM ESTADO DE GREVE ATÉ REUNIÃO COM GOVERNO DO RN



Os delegados do Rio Grande do Norte entraram em estado de greve nesta sexta-feira (16). Em votação, a categoria decidiu que a situação será mantida até a próxima quarta-feira (21), quando está marcada uma reunião com o Governo do Estado para tratar da pauta de reivindicações. O estado de greve funciona como uma advertência antes de uma possível paralisação dos trabalhos.
De acordo com a Associação dos Delegados de Polícia Civil do RN (Adepol), todos os profissionais continuarão trabalhando normalmente no período. Na quinta-feira (22), está marcada uma assembleia para avaliar o encontro com os representantes do governo. “Vamos decidir na quinta se entramos em greve. O trabalho já está prejudicado pela paralisação dos policiais civis”, afirma a presidente da Adepol, Ana Cláudia Saraiva.
A principal reivindicação da categoria diz respeito à convocação de 60 delegados concursados em 2010. A associação informa que os profissionais já foram treinados e estão prontos para começar a trabalhar.
Os delegados também criticam a falta de estrutura das delegacias. A Adepol afirma que o governo não está pagando os aluguéis imóveis e equipamentos das DPs.
G1/R
N

terça-feira, 13 de agosto de 2013

FORÇA NACIONAL SUSPENDE INVESTIGAÇÕES DE HOMICÍDIOS NO RN

A equipe da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), que atuava em Natal desde meados de 2011, deixou o Rio Grande do Norte. Duas delegadas, três escrivães e oito agentes trabalhavam ultimamente para cumprir a Meta 2 da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública, cuja missão é elucidar e finalizar todos os inquéritos de homicídio instaurados até 31 de dezembro de 2007 no Estado. Por enquanto, policiais civis devem manter as investigações para cumprir a meta. A informação foi confirmada ao G1 pelo delegado geral da Polícia Civil Ricardo Sérgio Costa de Oliveira.
Segundo o delegado geral, a equipe da Força Nacional deixou as terras potiguares para atender um chamado de urgência do Ministério da Justiça em outro estado da federação. “A secretária nacional de Segurança Pública, Regina Mink, disse que foi uma prioridade. Mas eles devem voltar”, afirmou.
O delegado, no entanto, não soube dizer em quanto tempo os policiais voltarão a investigar os crimes no RN. “Ela falou que é em breve, mas não há uma previsão, uma data”, disse. Para manter as investigações, duas equipes da Polícia Civil do Rio Grande do Norte devem ser designadas pela Delegacia Geral.
Segundo Ricardo Sérgio, dos mil inquéritos necessários para se cumprir a meta estabelecida, os policiais concluíram cerca de 600. “Eles fizeram uma média de 30 inquéritos por mês”, detalhou. Para ele, é possível que as equipes da Polícia Civil façam um trabalho mais rápido. “Como eles são daqui, isso facilita a investigação”, colocou.
Meta 2
A missão de concluir todos os inquéritos que apuram antigos homicídios é uma determinação da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp), meta estabelecida em conjunto pelo Conselho Nacional do Ministério Público, o Conselho Nacional de Justiça, o Ministério da Justiça e os órgãos do Poder Judiciário (Ministério Público, Polícia Civil, Defensoria Pública e OAB).
Por força desta meta, estão sendo movimentados os inquéritos instaurados até dezembro de 2007 e que, por diversas razões, encontravam-se paralisados nas delegacias em todo o país. O levantamento do total de investigações inseridas na Meta 2 apontou a existência no Brasil de 142.802 inquéritos de homicídios dolosos (consumados e tentados), pendentes de conclusão.
A partir daí, foram identificadas situações das mais diversas, desde investigações avançadas (capazes de conduzir à pronta denúncia) até inquéritos que, apesar de instaurados há mais de 10 anos, não continham qualquer providência investigativa. A Enasp promoveu então a mobilização nacional do sistema de justiça para a elucidação destes crimes.
Disponível na internet, o sistema inqueritômetro garante a transparência e o acompanhamento do trabalho, mostrando, mês a mês, o número de denúncias oferecidas, de arquivamentos propostos, de desclassificações e também de pedidos de novas diligências.
G1/RN

DELEGADOS PODEM ENGROSSAR GREVE

Mais uma categoria de servidores do Estado pode decretar greve a partir de hoje. Além dos servidores da Educação, Saúde e Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep), os delegados da Polícia Civil podem anunciar a paralisação. Se a greve for decretada, os delegados unem-se aos agentes e escrivães da mesma instituição que estão com os braços cruzados há uma semana, por tempo indeterminado. A assembleia será às 9h, na sede da Associação dos Delegados de Polícia Civil do Rio Grande do Norte (Adepol/RN). De acordo com o titular da secretaria de Estado da Administração e dos Recursos Humanos (Searh), Alber da Nóbrega, o momento não é propício para greves. “A situação é crítica em todo país. Não temos condições para greves”.
Para marcar o sétimo dia de paralisação, o Sindicato dos Policiais Civis e Servidores da Segurança Pública do Rio Grande do Norte (Sinpol/RN) realizou uma passeata na tarde desta segunda-feira, 12. O protesto contou com a participação de servidores do Itep. Com camisetas e coletes pretos, os servidores saíram da sede do Sinpol/RN, na avenida Rio Branco, e caminharam até à praça Gentil Ferreira, no Alecrim.
No Itep, os serviços de emissão de documentos de identidade e laudos periciais estão suspensos. Enquanto durar a paralisação, somente o recolhimento de cadáveres estará ocorrendo de maneira normal. Os servidores cobram aprovação de projeto para criação do estatuto do órgão.
“O Governo não está disposto a conversar. Não há mais o que fazer”, disse Djair Oliveira, presidente do Sinpol/RN. As reivindicações são diversas: nomeação de concursados, mudança na carga horária, modernização da polícia, plano de cargos e implantação de carreira única. Essas e outras exigências foram discutidas com o titular da Searh, Alber da Nóbrega. De acordo com o secretário, os pontos que envolvem reajuste salarial não são passíveis de acordo. “Não temos condições. Não é um momento bom para nenhuma categoria fazer greve. E isso não apenas no RN, é em qualquer lugar do Brasil”, colocou.
Já a Adepol/RN teve um encontro com Alber da Nóbrega, na tarde de ontem. A presidente da Adepol/RN, Ana Claudia Gomes, explicou que um novo encontro ficou marcada para quarta-feira da próxima semana. “O ponto discutido hoje [ontem] foi a nomeação dos concursados. Amanhã [hoje] vamos avaliar”, disse.
TRIBUNA DO NORTE

MILITARES VÃO PRA RUA EM BUSCA DE VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL

Os militares do Rio Grande do Norte vão para rua, na próxima semana, em uma campanha de valorização profissional. No dia 25 de agosto será celebrado o Dia do Soldado, mas ao longo dos próximos dias policiais e bombeiros militares vão realizar várias ações, em especial no dia 23, quando será realizado o Dia Nacional de Mobilização, um grande ato que contará com apoio de toda a categoria.
A Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, uma das organizadoras do movimento, explica alguns dos motivos pelos quais os militares buscam valorização profissional. “Um dos pontos principais dessa mobilização é mostrar que polícia também é sociedade e assim como vários segmentos vêm realizando protestos pelo Brasil, nós temos nossas reivindicações e lutamos por elas”, destaca Roberto Campos, presidente da ACS-PM.
Ela cita, por exemplo, que a Polícia Militar do RN tem, atualmente, em seu efetivo, mais de seis mil soldados. No entanto, a maioria desses homens nunca teve e continua sem ter perspectiva de promoção. “O último concurso para promoção a cabo foi realizado há 12 anos. Já o último concurso para mudança de cabo para sargento foi realizado há 16 anos. Ou seja, como as vagas nesses concursos foram limitadas, muitos não passaram, então, hoje, nós temos na Polícia Militar centenas de soldados que estão há 30 anos sem promoção”, frisa Roberto.
O presidente da Associação dos Cabos e Soldados explica que a falta de valorização acaba levando ao desestimulo e a desistência no trabalho de policial. De acordo com ele, está sendo registrado um alto índice de pedidos de dispensa da Polícia Militar. Somente este ano, foram mais de 40 policiais desligados por vontade própria.
“Hoje, nossa categoria, soldados e cabos, tem o menor salário da segurança pública. Além disso, não contamos com carga horária e temos um regulamento disciplinar criado há mais de 50 anos, estando totalmente defasado. Para completar, os militares enfrentam problemas como diárias atrasadas e o pagamento das férias foram suspensas”, comenta.
Outros problemas clássicos dos militares são a falta de estrutura física e material de trabalho, em alguns casos com registros até mesmo de falta de munição para os policiais saírem para o combate à criminalidade. “Outra questão grave é a falta de atendimento à saúde dos militares, com déficit de médicos, pois o último concurso foi em 2001, bem como constatamos que o projeto da abertura de vagas no quadro de psicólogos nunca saiu do papel”.
Dia Nacional de Mobilização
O presidente da Associação dos Cabos e Soldados da PM-RN, soldado Roberto Campos, ressalta que os problemas elencados acima são apenas alguns dos enfrentados diariamente pelos policiais e bombeiros militares do Estado e frisa que eles não são exclusivos de soldados e cabos, pois oficiais também sofrem, por exemplo, com a falta de promoção.
Diante de tudo isso, os militares organizaram o Dia Nacional de Mobilização para o próximo 23 de agosto. A partir das 9h desse dia, toda a categoria e cidadãos que apóiam a campanha estarão concentrados no Clube Tiradentes, na avenida Presidente Bandeira, no Alecrim. Uma grande caminhada está programada para ser realizada pelas ruas de Natal, com destino à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.
“Esse será um ato público em defesa de uma segurança pública verdadeiramente cidadã. Por isso, convocamos todos os militares, seus familiares, outras categorias e todos aqueles que se preocupam com uma qualidade de vida melhor no nosso Estado”, completa o soldado Roberto Campos.
ACSPMRNRN

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

"Falta diálogo e sobra autoritarismo", declara a deputada federal Fátima Bezerra


"É necessário a sociedade continuar mobilizada", analisa Fátima - Cacau"É necessário a sociedade continuar mobilizada", analisa Fátima - CacauA deputada federal Fátima Bezerra (PT) nesta entrevista faz duras críticas à governadora Rosalba Ciarlini (DEM); analisa a conjuntura nacional afirmando que a reforma política só sai com pressão popular e demonstra otimismo acerca da recuperação da popularidade da presidenta Dilma Rousseff. Com relação à oposição e às eleições do próximo ano ela confirmou a possibilidade de disputar o Senado e admitiu que unir as oposições depende da conjuntura nacional.
O Mossoroense: O orçamento impositivo está sendo analisado no Congresso. A senhora é a favor?
Fátima Bezerra: Olha... eu particularmente defendo a tese de que o ideal seria o orçamento participativo. A sua função principal do parlamentar, a meu ver, é legislar, participar e promover o debate. Esse modelo de parlamentar apresentar emenda não caberia ao parlamentar. O ideal, repito, seria o orçamento participativo à luz de um grande debate envolvendo as instâncias municipais e estaduais. Um orçamento participativo em que estivesse garantida a participação dos diversos segmentos representativos da sociedade, mas infelizmente não é isso. O modelo que temos é extremamente questionável. O orçamento impositivo está aí e vamos aguardar.
OM: Como a senhora vê a possibilidade de as universidades estaduais e municipais com recursos da União?
FB: É um debate que vem acontecendo a algum tempo. Acho que houve avanços na medida em que conseguimos encartar na LDO uma emenda prevendo exatamente uma ação por parte do Governo Federal com um apoio não só do ponto de vista técnico, mas também financeiro para as chamadas universidades estaduais. Essa é uma realidade necessária. A esmagadora maioria dessas universidades sobrevivem com muita dificuldade porque os orçamentos estaduais são muito limitados. Do mesmo jeito que o Governo Federal criou programas importantes como o Prouni, o Fiers e Reuni, está na hora de o Governo Federal criar um programa que resulte exatamente num apoio financeiro. Tem havido muitos debates na Comissão de Educação da qual eu faço parte. A Abruem é a associação que representa essas universidades estaduais. Há uma perspectiva real de a gente avançar nessa direção no orçamento do ano que vem para consolidar uma ação no orçamento que viabilize apoio financeiro às universidades estaduais. Essa é uma luta considerada prioritária por nós. Posso lhe acrescentar que o Governo Federal está sensível a isso. Tenho esperança que isso avance.
OM: Também temos a questão das contrapartidas. A Abruem discute a possibilidade de diminuí-las de 10% para 1%. É possível?
FB: Também é uma alternativa. Eu acho bastante adequada. Espero que prospere.
OM: Em que pé estão as votações da questão dos recursos dos royalties para a educação?
FB: Nós estamos aí às vésperas de concluir essa votação. É preciso lembrar que a presidenta Dilma enviou duas medidas provisórias ao Congresso, destinando royalties para a educação e infelizmente as duas foram derrotadas. Agora ela mandou um projeto e depois dessas manifestações andou. Eu acho que nós vamos concluir em breve esse projeto de lei que destina os royalties para a educação. Isso é muito importante porque permite a gente cobrar do Senado Federal a aprovação do Plano Nacional da Educação que traz os 10% do PIB. É um plano ousado que vai desde a universalização do atendimento escolar indo da creche até a pós-graduação.
OM: Como a senhora vê essa guerra entre governo e Sinte?
FB: Deplorável a posição do governo. O governo tem se revelado do ponto de vista para a gestão com a educação como uma administração muito mesquinha. Veja essa questão da disponibilidade dos dirigentes sindicais. Sempre aconteceu e foi algo pactuado com todos os governos que passaram pelo Rio Grande do Norte: seja de direita, de centro. Agora o governo estadual, numa atitude que revela retaliação, toma essa decisão de revogar a disponibilidade dos dirigentes sindicais. O que está por trás disso é um ataque frontal à organização social de uma categoria que é muito importante pelo papel relevante que tem no contexto da sociedade. O sindicato é uma instituição respeitada. A disponibilidade desses dirigentes sindicais é necessária para dar tempo para eles exercerem o papel deles enquanto dirigentes sindicais. É um papel no fundo no fundo para a defesa da educação e da escola pública. Outra maldade foi suspender a gratificação dos diretores e vice-diretores das escolas. É uma gratificação pequenininha e em compensação a contribuição do trabalho deles é enorme. Enfim é lamentável a postura do governo no tratamento com os professores e funcionários da educação. É lamentável a postura do governo no trato com o funcionalismo público em geral. Na verdade o que a gente assistiu nos últimos meses é que falta diálogo e sobra autoritarismo.

OM: O problema é só a falta de diálogo?
FB: Quando eu falo da falta de diálogo, em vez de apresentar o diálogo com vistas a apresentar uma proposta concreta, a gente tem visto uma postura autoritária e fechada. O que está por trás disso é a falta de prioridade mesmo. O governo não tem o ponto de vista de reconhecer o papel do servidor no contexto da sociedade e daí que o governo tinha que fazer todo um esforço por uma política de valorização do ponto vista profissional e salarial. Quando Rosalba se elegeu, sabia que havia vários planos aprovados, inclusive com o aval dela e dos deputados que a apoiavam. Ele teve tempo suficiente para organizar as finanças e cumprir os acordos feitos com o funcionalismo público em geral.
OM: Como a senhora analisa o atual estágio do governo Rosalba?
FB: Resumindo: a gente poderia dizer que o governo do DEM no Rio Grande do Norte tem como essência propaganda e propaganda enganosa. A propaganda da televisão pinta um mundo cor de rosa. Quando ela vai para a Assembleia Legislativa e apresenta aquelas mensagens de fim de ano, mostra muito otimismo e que o Estado está sob controle, que foi financeiramente saneado. A propaganda que chega à televisão mostra uma propaganda que não resiste ao cotidiano, à vida do cidadão norte-rio-grandense. Ela traz um contraste violento com o descontrole político e administrativo que tomou conta do Estado.
OM: Como a senhora analisa o atual momento do governo Dilma?
FB: Eu acho que aquele momento de maior ebulição que foram as chamadas revoltas do mês de junho já acalmou mais, até porque a presidenta tomou a iniciativa. É fato que essas mobilizações afetaram o conjunto dos gestores como um todo. Afetou os governadores e a própria presidenta. Também é fato que enquanto os governadores se esconderam Dilma não. Ela mostrou a cara e tomou iniciativa. Anunciou uma série de iniciativas na saúde, na educação e na mobilidade. Além da defesa da reforma política. Ela dialogou muito, indo do setor produtivo ao sindical, da Igreja Católica aos evangélicos, enfim... ela intensificou o diálogo, inclusive com o parlamento. Quero dizer para os leitores que o PT é pé no chão e humildade e estamos serenos, mas temos confiança na presidenta Dilma pela história dela. Ela vai ser a nossa candidata de novo e vai ser a candidata mais forte em 2014. Ela vai ganhar as eleições.
OM: Como a senhora vê esse movimento "volta Lula"?
FB: É legítimo isso, até porque o presidente Lula é um presidente muito amado pelo povo brasileiro, que marcou história neste país, levando em consideração o belo governo que ele fez à frente dos destinos do nosso país. Quero dizer que a candidata de Lula é Dilma. Assim como a candidata do PT é Dilma. Ela será a candidata dos nossos aliados e será, sem dúvida, a candidata escolhida do povo brasileiro como foi em 2010.
OM: Dá para acreditar que a reforma política um dia sai?
FB: Só se houver muita pressão popular. Se depender daquele Congresso ali, não anda não, mas eu sou uma pessoa que não perco a esperança e ainda acredito que o povo brasileiro dê uma lição intensa, do ponto de vista de participação, de mobilização, e consigamos a reforma política. Quero acrescentar que a presidenta Dilma estava certíssima quando defendeu o plebiscito. Está aí o Ibope atestando que 85% da população entende que a reforma política é a ação mais importante do momento. Outra: 75% da população defende o financiamento público e é contra o financiamento privado de campanha, que, sem dúvida nenhuma, é fator de grande estímulo à corrupção e dos desvios, da improbidade.
OM: O programa Mais Médicos é a solução para os problemas na área da saúde?
FB: Sem dúvida. É uma medida necessária. A presidenta Dilma foi muito corajosa. O Mais Médicos não se resume só a trazer os médicos para atuar nas regiões carentes do país. O programa se associa aos investimentos que estão sendo liberados na construção e reforma das unidades básicas de saúde e das UPAs. Também para os hospitais regionais, para o Samu e também temos uma medida superimportante e de caráter estruturante, que é ampliar a oferta de vagas nos cursos de medicina no país afora. O Nordeste foi muito contemplado e em especial o nosso Estado. Conseguimos 200 vagas. A Universidade Federal do Semi-Árido foi quem levou a maior parte das vagas. São 60 vagas para Mossoró, mais 60 para Assú. A UFRN levou 40 vagas para Natal e 40 para o Seridó. Eu acho que o programa Mais Médicos dialoga com essa realidade existente no Brasil que é a precariedade do serviço da saúde. A presidenta Dilma poderia até se acomodar, afinal de contas é prerrogativa dos Estados e municípios, mas não ela está sensível a essa situação.
OM: O Governo Federal vive um momento de turbulência. Como a senhora analisa o fato de a governadora Rosalba Ciarlini passar a culpar a presidenta pelas dificuldades do governo do DEM justo no atual contexto?
FB: É preciso primeiro estabelecer uma diferença. O governo Rosalba é reprovado pela população desde o início. Isso é fato. Todas as pesquisas sempre mostraram isso. A presidenta Dilma é um caso diferente. Ela viu a popularidade cair agora. Isso em decorrência das manifestações que afetaram não só a ela como o conjunto dos gestores como um todo. Para nós, é algo momentâneo e passageiro. Não tenho nenhuma dúvida que Dilma tem todas as condição de recuperar o capital político e vai ganhar as eleições de 2014. Essa atitude de Rosalba é escapismo. É lamentável. O governo do PT não tem medido esforços para ser parceiro dos municípios e dos Estados, independente de questões de natureza partidária. A atitude dela agora é incoerente, mas a população sabe separar o joio do trigo até porque a população sabe que tem sido feito um esforço. O Governo do Estado é que não feito a sua parte. Tanto é que a maioria dos projetos estruturantes que estão aí desde o governo anterior e não saíram do papel a ponto de o Governo do Estado tem devolvido dinheiro. Isso é um insulto num estado de gravidade na saúde e na segurança. Isso aconteceu por pura incompetência.
OM: Este ano vamos ter eleições internas no PT. Que rumos o partido deve tomar no próximo ano?
FB: Primeiro dizer que é muito bom. O PT é o único partido que elege os seus dirigentes com voto livre e direto de seus filiados. Isso é muito bom. É um momento de revigoramento e fortalecimento. Vamos fazer o debate de forma bem democrática como sempre é feito e caberá aos filiados do PT escolher os seus dirigentes. O PED (Processo de Eleição Direta) por si só é muito bom para o PT. Isso significa renovação, fortalecimento e que o partido está cada vez mais vivo.
OM: O nome da senhora está sendo cotado para o Senado. É um projeto da senhora disputar o Senado?
FB: Primeiro não é um projeto da deputada Fátima Bezerra. É um projeto coletivo. É claro que é um projeto partidário. Quero dizer para você de forma muito objetiva: estive com o presidente nacional do PT, o deputado Rui Falcão, e ele expressou mais uma vez o desejo que a direção nacional do PT tem que esse projeto se consolide e a gente possa chegar ao Senado da República. Até porque em nível nacional o PT tem como prioridade central a reeleição da presidenta Dilma, o PT tem como prioridade a disputa legislativa. Manter a maior bancada da Câmara dos Deputados e agora com outro desafio chegar à maior bancada do Senado. Isso está sendo estudado carinhosamente. O PT continua focado no debate sobre 2014. Tenho dito que sou candidata à reeleição, contudo não descartamos a possibilidade de disputar o Senado. O PT está fazendo o debate interno e vai retomar os seminários regionais. O PT do Rio Grande do Norte está aberto para conversar com todos os partidos que dão sustentação à presidenta Dilma e que no plano local fazem oposição ao governo do DEM.
OM: Então neste momento as portas estão fechadas para o PMDB e PR?
FB: Isso é uma resolução política nossa aprovada desde o ano passado. Uma coisa é a eleição da presidente Dilma, que tem uma aliança mais ampla. Mas no âmbito do Estado nós estamos no arco da oposição ao governo do DEM. Nós não estaremos em coligação com aliados do DEM.
OM: A senhora saindo para o Senado o caminho natural de Mineiro é a Câmara Federal?
FB: Mineiro é um nome excelente, preparado e credenciado para disputar qualquer eleição. Isso será objeto de um debate que vamos fazer no interior do partido. Mas sem dúvida nenhuma ele é um nome preparado e credenciado para disputar o cargo de deputado federal como qualquer outro. Isso é um debate que está por ser feito. O que posso assegurar é que o partido está unido. Trabalhamos para construir um palanque forte para a presidenta Dilma no Rio Grande do Norte e estamos unidos para alcançar a meta de ampliar a presença na Assembleia, manter o espaço na Câmara Federal e nos inserirmos na chapa majoritária.
OM: O ex-reitor Josivan Barbosa é um nome a ser aproveitado?
FB: O professor Josivan é um nome pelo qual nós temos muito respeito e carinho. Esperamos que ele esteja disposto a colocar o nome dele na disputa política de 2014.
OM: O que seria decisivo para unir a oposição? Não está havendo conflito de interesses?
FB: Não... eu acho que essa questão da unidade da oposição depende do cenário nacional. De uma coisa nós temos certeza: Dilma é candidata. Por isso que o PT continua empenhado em construir uma ampla aliança em torno da reeleição dela. Acho que o caminho que a oposição vai adotar depende do desfecho do palanque nacional.
OM: Wilma é o nome da oposição para o governo?
FB: Eu quero dizer que temos o maior respeito pelos nomes que estão colocados pela oposição como Wilma, o vice-governador Robinson Faria. O PT também tem um excelente nome que é o deputado Fernando Mineiro. Mas as definições só serão tomadas no ano que vem. Isso não impede que a gente construa uma forte aliança com bons nomes e bons projetos para disputar os corações e mentes do potiguares no ano que vem. É precipitado definir qualquer composição para a chapa majoritária agora por causa do cenário nacional.
Bruno Barreto
Editor de Política
Fone: Jornal o Mossoroense

POLICIAIS CIVIS FAZEM PASSEATA NO ALECRIM NA TARDE DE HOJE


O Sindicato dos Policiais Civis e Servidores da Segurança Pública do Rio Grande do Norte (Sinpol/RN) fará passeata na tarde de hoje (12) “para mostrar a situação do Itep [Instituto Técnico-Científico de Polícia] e da Polícia Civil à população do RN”, segundo Djair Oliveira, presidente do sindicato. A manifestação está marcada para sair da sede do sindicato, na avenida Rio Branco, às 14h30, em direção ao Centro Comercial do Alecrim.
Segundo Djair Oliveira, hoje os agentes e escrivães da Polícia Civil se reúnem com servidores do Itep para protestar. “Vamos mostrar o porque da nossa greve e a nossa pauta de reivindicações”, afirma. Ele também diz que o governo se recusa a negociar com a categoria e que, desde a última sexta-feira (9) – quando um encontro entre a categoria e o governo não ocorreu porque a governadora cumpria agenda em Mossoró – não foi marcada outra data para negociações entre as partes. “Estamos aguardando o contato do governo para sentar e negociar”, disse.
O sindicato afirma ainda que, enquanto não houver tentativa de negociar, estão sendo realizados apenas os serviços considerados inadiáveis. “O Itep está fazendo a remoção dos corpos e a Polícia Civil o registro de flagrantes trazidos pela Polícia Militar”, disse Djair. O registro de boletins de ocorrência está sendo feito temporariamente no Quartel de Comando Geral da PM, na avenida Rodrigues Alves, no Tirol, das 8h às 18h.
A greve dos servidores do Itep começou hoje e pleiteia o encaminhamento da Lei Orgânica e Estatuto do órgão, que regulariza as atividades do instituto, à Assembleia Legislativa para ser votada ainda neste ano.
A pauta de reivindicações dos policiais civis em greve envolve melhores condições de trabalho; aumento do efetivo através de convocação dos aprovados no último concurso; vale alimentação e auxílio saúde para policiais civis; e revisão do plano de cargos, carreiras e vencimentos.
TRIBUNA DO NORT
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Trabalhadores em educação da rede estadual decretam greve por tempo indeterminado

Os professores da rede estadual de ensino confirmaram as expectativas e decretaram greve na manhã desta segunda-feira (12), durante assembleia da categoria na Escola Estadual Winston Churchill, em Natal. Os professores têm nove pontos em pauta de reivindicações ao Governo do Estado. Aulas já estão suspensas.


O deputado Fernando Mineiro (PT), que tem acompanhado e apoiado a luta da categoria, também esteve presente na assembleia. "Espero que o Governo tenha sensibilidade e abra canais de negociação", disse.



Entre os pedidos dos professores está o pagamento das horas de trabalho excedente aos professores, pagamento da carga suplementar e das gratificações dos diretores e vice-diretores, que foi cortada no mês de julho, além do pagamento aos professores recém ingressos que estão sem receber. A decisão pela greve é uma forma de pressionar o Governo a abrir negociação com a categoria.

Outras reivindicações da categoria são a atualização e pagamento da tabela salarial, devida desde 2011; pagamento de direitos funcionais aos servidores, previsto no Plano de Carreira; o encaminhamento imediato do projeto de lei para promoção de duas letras que correspondem a 10% e a garantia negociada com a Assembléia Legislativa do pagamento, bem como o pagamento de 0,26% para professores/educadores da ativa e aposentados decorrente da consolidação do piso salarial com efeito retroativo a janeiro de 2013.
Levantamento
A presidente do Sinte, Fátima Cardoso, diz que um levantamento realizado pelo sindicato apontou que 94% das escolas estaduais do RN estão comprometidas e há um déficit de pelo menos 1.500 professores na rede de ensino. Além disso, Fátima Cardoso também afirmou que há dois anos o Governo não investe os 25% do orçamento na área de Educação, conforme determina a lei.


"Estamos buscando melhorias e, para o pagamento das horas extras, já acionamos a Justiça solicitando o bloqueio da verba do Governo. Hoje deveremos paralisar todas as atividades e pedimos o apoio dos alunos, porque a luta é pela Educação pública do Estado", disse Fátima Cardoso na manhã de hoje.

Fonte: mineiropt.com.br
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Obs.: Pelo jeito, à greve vai atingir a todas as categorias do funcionalismo público estadual, já que há muita insatisfação referente à trajetória do Governo Rosalba.

domingo, 11 de agosto de 2013

PARABÉNS A TODOS OS PAIS POR ESSE DIA; E POR TODOS OS DIAS QUE A VÓS PERTENCE.

Gostaria de parabenizar a todos os pais presentes e ausentes, os pais que construíram suas famílias com amor, com carinho; aos pais que por algum motivo não soube ou não tiveram a sagrada chance de ter à experiência de conviver com os seus filhos; Os pais que na sua plenitude de humildade deram o de si, em prol dos seus filhos. Gostaria de parabenizar em especial ao meu PAI - O Sr. Francisco Otaviano (Otaviano) te amo e agradeço a Deus por ter um PAI como o senhor.

Cleoncio Otaviano