quarta-feira, 21 de agosto de 2013

FALTAM RECURSOS PARA MAPEAR CASOS DE VIOLÊNCIA

Partindo da premissa de que é preciso conhecer um problema para então combatê-lo, a secretaria de Estado da Educação e da Cultura (Seec) tem muito trabalho pela frente no que diz respeito ao combate à violência. A Seec não dispõe de nenhum mapeamento sobre os casos de agressão dentro das escolas do Rio Grande do Norte. De acordo com João Maria de Moura, projetos para implantar o estudo existem, mas faltam recursos. “Não temos pesquisas para identificar o perfil da violência em nossas escolas. Tem projeto, mas falta recurso”, disse.
O presidente do Conselho Estadual de Promoção da Paz nas Escolas afirma que é necessário convocar outros órgãos para discutir a questão. “É preciso ouvir o Ministério Público e Conselhos Tutelares para firmar pactos e tomar atitudes no combate à violência”, colocou João Maria durante reunião realizada ontem à tarde na Escola Estadual Belém Câmara.
Enquanto um estudo não é providenciado, ações como a Ronda Escolar, da Polícia Militar, registra bons números. Desde que foi implementada, em 2010, a Ronda atendeu 320 ocorrências, sendo 136 violentas. O programa foi criado com o intuito levar segurança para as proximidades das escolas, visando minimizar a ocorrência de crimes nesses locais.
O major Arthur Emílio confirmou que a média mensal de ocorrência, por ano, tem caído desde que a Ronda começou a atuar. De 7,14 em 2010 passou para 3,1 no ano passado. Nesse período houve redução de 56,5% na média mensal. “Na semana passada registramos essa mais grave na Cidade da Esperança, mas não é rotineiro”, confirmou.
O programa atende a 421 escolas, entre instituições federais, estaduais, municipais e particulares, nas quatro regiões de Natal. As estaduais são responsáveis pela maioria das ocorrências, atingindo a patamar de 45% do total, e é na zona Leste onde acontecem a maioria delas, 35% dos casos.
TRIBUNA DO NORTE

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