sábado, 5 de janeiro de 2013


HELICÓPTERO DO BOMBEIRO CAI E CABO DEMITIDO POR GREVE SALVA COLEGAS

A mídia nacional destacou nos últimos dias o acidente ocorrido com o helicóptero do Corpo de Bombeiro Militar do Rio de Janeiro (CBMERJ), que caiu no mar da praia de Copacabana:

   

A tragédia possibilitou a ocorrência de uma grande ironia: um ex-cabo do CBMERJ, que estava na praia por lazer, presenciou o acidente, e ajudou no salvamento dos colegas que estavam no interior do helicóptero. O cabo foi demitido na ocasião do último movimento reivindicatório dos bombeiros do Rio, e atualmente vive de bicos para sustentar sua família. Contradição escandalosa, ao considerarmos os casos de corrupção impunes praticados por alguns policiais: 

“Quiseram tirar o brilho do meu coração, mas ser bombeiro está no meu sangue”. A frase, em tom emocionado, é do ex-bombeiro Alexandre Salvador de Almeida, de 36 anos. Ele foi uma das pessoas que ajudaram a salvar os quatro tripulantes que estavam no helicóptero do Corpo de Bombeiros que caiu no mar de Copacabana, na tarde deste sábado. A ironia do destino é que o ex-cabo foi expulso do Corpo de Bombeiros este ano, 13 anos após ingressar na corporação. Ele foi um dos militares excluídos, em maio, pelo governo do estado, por ter participado do movimento grevista da corporação. Três dos quatro bombeiros da tripulação do helicóptero foram instrutores de Salvador, cujo sobrenome foi mais do que apropriado para a ocasião. O ex-cabo vai, com frequência, à Praia de Copacabana, onde revê os amigos e, até, ajuda a salvar pessoas do mar bravio, quando é necessário. Ontem, o cabo já tinha ajudado no resgate de sete pessoas, antes do acidente. -Na hora do acidente eu estava acabando de tirar um garoto do mar. Eu voltei para o mar, quando vi o helicóptero caindo. A tripulação se jogou na água antes do choque com a água. Um dos sargentos machucou o joelho. Ele estava nervoso. Eu dizia: “Calma, relaxa. Você me ensinou tudo. Isso acontece. tem que estar preparado. Ele me agradecia, diz que o joelho não estava bom – disse Salvador, que está com uma ação na Justiça para voltar a fim de conseguir voltar para a corporação.
ABORDAGEM POLICIAL

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