quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O RETRATO DA ATIVIDADE POLICIAL CONTADO POR UM PM MORTO EM SERVIÇO

 

POR PORTAL BO

Há coisas na vida que são inexplicáveis, coisas como o ocorrido com a família de um policial militar do Estado do Mato Grosso morto durante a atividade policial.

O Soldado Alex Oliveira Suzarte foi morto após uma perseguição a dois assaltantes na madrugada do último sábado (21). No entanto, meses antes o Soldado havia escrito uma carta relatando a rotina da profissão policial-militar. Alex entregou a carta para sua esposa que, com a morte do cônjuge, leu-a durante seu velório emocionando amigos e familiares presentes.

A carta tem som de despedida, mas o policial revela, ao final, declarou que "como todos os policiais (...) só desejam voltar para casa vivo".

Vale a pena ler a carta do Soldado Alex Oliveira, policial matogrossense morto em serviço, para refletirmos sobre uma atividade pouco reconhecida, mas de risco extremo e quase inevitável.
"Enquanto todos dormem, eu estou em lugares inimagináveis, matagais intransponíveis, bueiros fétidos, casas abandonadas, entre outros lugares a que alguém normal se recusaria ir;
Enquanto todos dormem, eu estou em alerta máximo, tentando não apenas defender pessoas que nunca vi, nem mesmo conheço, mas também tentando sobreviver;
Enquanto todos dormem no aconchego de suas casas debaixo dos cobertores, eu estou nas ruas debaixo da forte chuva, com frio e cansado madrugada adentro;
Enquanto todos dormem, eu estou travestido de herói e mesmo não tendo superpoderes estou pronto para enfrentar o perigo, para desafiar a morte e, ‘quiçá, sobreviver’;
Enquanto todos dormem, eu estou dividido entre o medo da morte e a árdua missão de fazer segurança pública;
Enquanto todos dormem, eu sonho acordado com um futuro melhor, com o devido respeito, com um justo salário, com dias de paz, mas principalmente com o momento de voltar para casa e de olhar minha esposa e meus filhos e dizer-lhes que foi difícil sobreviver a noite anterior, que foi cansativo e até frustrante, mas que estou de volta e que tenho por eles o maior amor do mundo.
Esse texto eu dedico a todos os policiais que, como eu, só desejam voltar para casa vivos." 
Alex Oliveira Suzarte

CORONEL DA PM DÁ UM CONSELHO A OFICIAIS DE TODO BRASIL

É visível a mudança nas corporações militares, a maioria delas centenárias ou bicentenárias e com um histórico de tradição, relevância e nostalgia.

Desde 1997, as PMs do Brasil se reinventaram, tudo depois da morte de um cabo da PM mineira. Esse foi o estopim que precisava pra o país se deparar com o maior motim de todos os tempos.

Os dias avançaram e pouco ou nada se fez pra melhorar a situação em que se encontra os profissionais de segurança. Praças e oficiais não se entendem, até parece jogarem em times diferentes e acredite, míseros “reais” são necessários para calar a boca de comandantes subservientes e que servem de capacho de políticos que  preferem gastar em festas de carnaval um dinheiro que serviria muito bem a saúde, segurança ou educação.

Nos últimos meses os bombeiros do Rio, os PMs do Maranhão, cobraram e ganharam o respeito dos governantes. O Ceará parou   quase 100% do seu efetivo e agora e a vez do Pará mostrar sua força.
Na história das policias os lideres sempre recrutavam os bem treinados, os espertos, mas menosprezavam os inteligentes.

Hoje através do twitter o coronel reformado do Rio de janeiro deu um conselho aos oficiais das PMs de todo Brasil e que reflete a realidade atual:
“Atenção Oficiais Corpo de Bombeiros e Polícia Militar de todo Brasil: Corporações estão mudando participem ou serão atropelados pelos Praças”

Paulo Ricardo Paúl @celprpaul, um Coronel de Polícia que quer mudar a segurança pública no Brasil. Juntos Somos Fortes!

Rio de Janeiro – Brasil · http://www.celprpaul.blogspot.com/
Retirado do twitter.com/celprpaul
 
 

Elias Fernandes é destaque negativo no Jornal Nacional

O Jornal Nacional de ontem (24) dedicou longa matéria dando conta do quanto Elias Fernandes está na corda bamba como diretor do Dnocs e que o mesmo deve ser o próximo a cair, seu padrinho, Henrique Eduardo Alves também foi lembrado.
Em nota oficial Elias Fernandes negou todas as acusações contra ele.
Claro que ele iria negar, se for provado continuará negando, todos agem assim.

Fonte: Blog do João Moacir

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

ATENÇÃOPRÉ-VESTIBULANDOS, COMEÇOU O CURSINHO!


Iniciará hoje(24), o cursinho pré- vestibular, as aulas acontecerão das 8h às 11h da manhã na Escola Estadual José Ferreira da Costa. A primeira aula será de Literatura Brasileira, com o professor mestre: José Redson; na quarta-feira(25), haverá aula de História, com o professor especialista: Zildembergue e na quinta-feira(26), será aula de Redação, como o professor mestre: José Gevildo. Lembramos a todos os participantes e interessados que o cursinho e o material das aulas será disponibilizado inteiramente grátis e também que ainda dispomos de vagas.

domingo, 22 de janeiro de 2012

A SEGURANÇA PÚBLICA DO BRASIL VAI PARAR.

Para Guaracy Mingardi, analista criminal e professor da escola de Direito da FGV (Fundação Getúlio Vargas), e para o secretário executivo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima, o Brasil deveria fazer uma “profunda reforma” em seu sistema de segurança, na qual o reajuste salarial das categorias seria apenas um dos pontos a serem implementados, mas não o único. Para começar, os analistas rejeitam o argumento da União e dos Estados de que falta dinheiro para a área. De acordo com Lima, em 2010, o Brasil gastou, em média, R$ 55 bilhões com segurança pública, quantia que seria muito melhor aproveitada se fossem repensados os gastos do setor. - O Brasil tem um sistema que gasta muito, mas que é caótico, pouco eficaz, e que paga muito mal seus policiais. O país investe, em média, 1,3% do PIB [produto interno bruto, ou a soma de todas suas riquezas] com a área da segurança. É o mesmo que a França gasta, mas os policiais franceses são mais bem pagos e as taxas de violência são bem menores.

Por quê? É algo pra gente pensar. De acordo com o levantamento mais recente do Fórum, cujos dados são de 2009, em ao menos 12 Estados e no Distrito Federal a taxa anual de assassinatos é acima da média nacional, que é de 25 mortes para cada 100 mil habitantes – número que vem diminuindo, mas que ainda precisa melhorar. Uma das soluções apontadas pelos especialistas para realizar gastos públicos mais eficientes com a área seria unificar as polícias Civil e Militar.

De acordo com Mingardi, o fato de o país ter duas corporações distintas, sob a tutela dos governos estaduais, “duplica os custos com pessoal e com infraestrutura”. Entretanto, a proposta não encontra apoio nem mesmo dentro das corporações, cuja rixa histórica não é segredo. - A unificação lenta das polícias diminuiria custos e aumentaria a eficiência. Mas ninguém quer falar nisso, inclusive as próprias polícias são contra. A rixa é muito grande e cada um dos dois lados tem medo de ser engolido pelo outro. Se a unificação ainda não é vista como uma alternativa, uma saída seria diminuir a hierarquia dentro das corporações, ou mesmo repensar no que cada uma poderia ajudar à outra, observa Lima.

- Deveríamos pensar em como organizar as polícias de uma forma mais racional, sem grandes conflitos de competência entre Polícia Civil e Polícia Militar e Polícia Federal. E também pensar em como adotar novas tecnologias, para sair do binômio efetivo-viatura.

Além disso, ressaltam, a questão salarial não é um problema apenas de quem está começando a trabalhar. Em grande parte dos Estados, falta um plano de carreiras e salários, ou seja, mesmo nos locais que pagam um piso salarial razoável, os policiais que estão há anos nas corporações veem seus salários aumentar muito pouco ao longo dos anos.

Colapso
Embora façam coro para destacar que a questão salarial não é o único problema do setor, os especialistas admitem que talvez ela seja a mais urgente. Para eles, a tentativa do governo federal e dos Estados de adiar a votação da PEC 300 pode se tornar um “tiro no pé”, visto o número de greves e protestos que têm ocorrido pelo país.

Em recente artigo, Mingardi alertou para um risco iminente de “apagão” na área, a exemplo do que ocorreu no governo FHC, que sofreu com o apagão do setor de energia, e no governo Lula, quando o problema maior foi o setor aéreo. Em entrevista ao R7, ele reforçou que, caso o Executivo não dê pelo menos um “sinal” às polícias, o governo Dilma pode enfrentar, em breve, um “apagão da segurança pública”.

- Se não houver uma satisfação para a polícia, você pode ter um apagão mais generalizado no ano que vem. Neste ano, nós tivemos vários focos de apagão, com greves e protestos. Mas se mostrarmos que a coisa está caminhando, é provável que no ano que vem a gente enfrente ma sequência de confrontos inédita.

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