sábado, 24 de novembro de 2012

Robinson Faria: "A novidade no governo Rosalba é o discurso oportunista."


Rompido com a governadora Rosalba Ciarlini desde outubro de 2011, o vice-governador Robinson Faria fica à vontade para analisar a atual situação administrativa do Rio Grande do Norte. 

Na avaliação do presidente estadual do PSD, o atual comando de gestão estadual permanece sem inovar, mantendo o Estado na mesma situação em que encontrou ao assumir em janeiro de 2011. Para o pessedista, porém, a única mudança foi o "discurso oportunista" do governo, que tenta pegar carona no desenvolvimento propiciado pelo setor privado. 

"A minha posição é a mesma, não houve evolução, nem avanço em nenhum setor", avalia Robinson, antes de pontuar os serviços essenciais. Na saúde, de acordo com ele, o estado de calamidade não funcionou e impera um caos cada vez mais generalizado. No setor de estruturação do estado, faltam projetos novos. "A não ser o discurso oportunista, que pega carona de setores privados", explica.

Para Robinson, o governo se associa à energia eólica, que é um setor que depende basicamente de investimentos privados. Rosalba também tenta usufruir do aeroporto de São Gonçalo do Amarante, que é um investimento do governo federal em parceria com a iniciativa privada. "Além desses, o governo tenta se acoplar a obras que já estavam em andamento quando chegou, como a Copa do Mundo, que já estava consagrada".

Ou seja, segundo o presidente do PSD, Rosalba não trouxe nenhum projeto inovador para o RN. "É um governo que peca pela mesmice, pela falta de criatividade, que não inova. Não há nada que tenha para anunciar para a população, em nenhum setor. Não há desenvolvimento em educação e em saúde".

Ainda segundo Robinson Faria, os dados são estarrecedores. O RN é penúltimo lugar em desemprego. No Turismo, o Estado passa pelo maior baque da sua história, por falta de parcerias. Na área rural, há falência por falta de parcerias governamentais. O programa do leite foi desativado e a seca desola o sertão. 

"Não há um programa para diminuir os efeitos da seca. O governo sempre espera a União, não toma uma iniciativa. A governadora vive em Brasília, quase não governa. Não se vê resultado de nada. Em dois anos o Governo não tem nada para comemorar. A população só tem a lamentar", analisa.

Informações do Jornal de Hoje

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