sábado, 4 de fevereiro de 2012

Em cinco dias, 55 já morreram na Bahia durante greve da Polícia Militar

Entre sexta e sábado foram contabilizadas pelo menos 29 vítimas, segundo a SSP.

A SSP (Secretaria de Segurança Pública) da Bahia confirmou a morte de mais duas pessoas neste sábado (4), elevando para 55 o número de mortes ocorridas desde o início da greve da Polícia Militar, na terça-feira (31). Só entre a madrugada de sexta-feira (3) e este sábado, foram registradas 29 mortes na Grande Salvador. Entre as mortes está a de um policial civil, que foi atingido por bandidos na avenida ACM, na manhã de hoje. João Carvalho Filho, de 32 anos, estava sacando dinheiro em um caixa eletrônico instalado no estacionamento de um supermercado, quando foi surpreendido por ladrões, que roubaram sua arma e fugiram.

A outra vítima é Evandro Dias Pereira, de 29 anos, que foi baleado em Lobato e levado para o Hospital do Subúrbio.

O número de mortes se torna ainda mais preocupante quando comparado à média de ocorrências da SSP. Em todo mês de dezembro de 2011, na Grande Salvador, a taxa média diária de homicídio foi de cinco. Entre sexta e esta sábado na capital e região metropolitana de Salvador também foram registrados 59 roubos a carros.

Pronunciamento
O governador da Bahia, Jacques Wagner, afirmou - em pronunciamento feito em rede estadual de rádio e televisão por volta das 20h da sexta-feira - que a onda de violência que atinge o Estado é resultado da "ação de um pequeno grupo de policiais". Os policiais militares decretaram greve na noite da terça-feira (31).

- Estamos abertos ao diálogo, mas o que não aceito é que um pequeno grupo cometa atos de desordem em alguns pontos do Estado. 

Wagner afirmou que está tomando todas as providências para garantir a segurança no Estado e que 12 mandados de prisão já foram emitidos contra os suspeitos de terem organizado e participado dos tumultos. O governador disse que entrou em contato com a presidente Dilma Roussef, que liberou o apoio de militares. Segundo Wagner, 2.350 militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica já estão na Bahia e outros 600 deverão chegar ao Estado ainda neste sábado.

Comércio fecha as portas 
Além das mortes, a onda de violência provocada pela greve da Polícia Militar no Estado da Bahia fez com que o comércio da capital Salvador fechasse as portas mais cedo na sexta. De acordo com o presidente do Sindicato dos Comerciários da cidade, Jaelson Dourado, as lojas do centro pararam de funcionar às 17h. Os shoppings de Salvador também fecharam mais cedo.

Segundo Dourado, o sindicato foi informado, ao longo da sexta-feira, de vários casos de vandalismo e assalto contra comerciantes e vendedores.

Fonte: R7

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