terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Prática da hidroestesia é utilizada no semiárido do Nordeste

Método detecta água no subsolo a partir da sensibilidade do corpo humano


Método não convencional, a hidroestesia tem conquistado produtores do seminárido do Nordeste no combate à seca. A prática é utilizada para detectar água no subsolo, sem o uso da tecnologia.
De acordo com Lindomar Carvalho dos Santos, que presta o serviço com custo para equenos agricultores, a técnica artesanal utiliza apenas a sensibilidade do corpo. Com dois pedaços de arame, o hidroestesista improvisa uma espécie de antena. Ao circular por uma área cujo solo contém recursos hídricos, os fios de arame se cruzam, como um sensor.
– Dá para descobrir a quantidade, a qualidade e a profundidade – afirma Santos, que explica que o arame pode ser substituído por galhos ou cipó.
Para Lindomar, a hidroestesia é um dom. Apesar de não utilizar nenhum tipo de tecnologia, ele garante que há precisão dos dados sobre os recursos hídricos detectados.
Aos 70 anos, o agricultor Laudilino Fernandes dispõe dos benefícios da hidroestesia e se diz satisfeito. Ao longo das sete décadas de vida, Fernandes conviveu com a seca e presenciou a mortalidade do gado pela falta de água. Ele conta que chegou a passar sede e teve de percorrer vários quilômetros para conseguir o recurso.
Depois de encontrar uma fonte por meio da hidroestesia, o agricultor instalou um poço. Hoje, com ajuda de um motor a diesel, Laudilino Fernandes conta com vazão de mais de três mil litros por hora em sua propriedade, onde um pomar sortido rende ciriguela, pimenta, pinha e banana, entre outros.

CANAL RURAL

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