quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

RN recebe projeto Um Piano pela Estrada 2011 com o pianista Arthur Moreira Lima

A música clássica ao alcance de todos. Esse é o ideal do projeto Um Piano pela Estrada, que leva o pianista Arthur Moreira Lima e seu Caminhão Teatro para todo e qualquer lugar do país. Em dezembro, o projeto chega ao Rio Grande do Norte, com apresentações gratuitas em dez municípios entre os dias 8 e 23.

O objetivo é levar música, universal e brasileira, a uma população que dificilmente teria acesso a esse tipo de manifestação. Com aprovação do Ministério da Cultura, através da Lei de Incentivo a Cultura, o projeto tem patrocínio da Petrobras, Caixa Econômica Federal, Thyssenkrupp, Poupex e do Governo do Estado.

As apresentações no RN fazem parte do roteiro "Brasil Sertões 2", formado por cerca de 60 concertos nos estados do Centro Oeste, Nordeste e Norte, e vão chegar aos municípios de Pau dos Ferros, Alexandria, Apodi, Mossoró, Assú, Macau, Caicó, Currais Novos, Natal e Parnamirim.

Cada concerto tem cerca de 1h30 de duração. No repertório, o pianista mescla música clássica universal a clássicos da MPB, interpretando Bach, Beethoven, Chopin, Mozart e Villa-Lobos; e os intercala com músicas populares que se tornaram clássicos. É assim que entram Pixinguinha, Ernesto Nazareth, Luiz Gonzaga e, da Argentina, Astor Piazzolla - de quem Moreira Lima fez a primeira transcrição para o piano.

Precedendo cada concerto, artistas locais apresentam seu trabalho. Uma forma eficaz de integração com a cultura do lugar. Uma forma de abrilhantar a programação e repercutir o sucesso da excursão, despertando a simpatia de todos.
Fonte: São Miguel News

Emendas de iniciativa popular devem ser a grande novidade do Orçamento da União para 2012

São 4.953 cidades que abrigam 60 milhões de brasileiros e receberão entre R$ 300 mil e R$ 600 mil.
Imagem Interna

* Publicada no site Poder Online

Relator-geral do Orçamento no Congresso, o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) sofreu pressões de todos os lados. Mas conseguiu aprovar um relatório preliminar sem estabelecer valores ou percentuais para reajuste do Judiciário e das aposentadorias — que serão negociados pelo Executivo.Ou seja, mantendo ao máximo a política de ajuste fiscal.

O relatório preliminar trouxe, no entanto, uma grande inovação: a criação das chamadas emendas de iniciativa popular.

Chinaglia reservou R$ 2,6 bilhões do Orçamento da União — que totaliza R$ 1,6 trilhão — para serem distribuídos entre os municípios de até 50 mil habitantes. São 4.953 cidades que abrigam 60 milhões de brasileiros e receberão entre R$ 300 mil e R$ 600 mil (veja a lista aqui).

A indicação da aplicação destas emendas será feita em audiência pública nas câmaras de vereadores, com participação da Prefeitura e da população. A emenda deverá ser enviada por Sedex à Comissão de Orçamento, com data de postagem até o dia 10 de dezembro.

No parecer original, Chinaglia havia proposto um conjunto de ações que poderiam ser financiadas por essas emendas. Mas os líderes partidários e os membros da comissão decidiram que essas emendas só podem destinar recursos à saúde. Se não houver reunião nos municípios, o dinheiro vai para a saúde básica.

Em entrevista ao Poder Online, Chinaglia afirma, no entanto, que o aumento de verbas para a saúde não acaba com a necessidade de aprovação da chamada Emenda 29, que estabelece um limite mínimo de recursos a serem aplicados na área de saúde.

OBS:Veja no blog da vereadoralivia.blogspot.com o resumo da audiência realizada na última sexta dia 02/12 e qual a ação escolhida para o nosso município.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

HOMENAGEM ESPECIAL



O blog Nossa Rafael Fernandes homenageia o nosso amigo e companheiro, Cleoncio Otaviano, que está de idade nova . A você, nossos parabéns repletos de saúde , paz e muito sucesso hoje e sempre!!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

ADUERN quer mais empenho nas investigações da morte do professor Carlos Magno

 

A Associação de Docentes da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (ADUERN) pretende pressionar a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SESED) do RN para dar maior atenção à investigação sobre a morte do professor Carlos Magno Viana Fonseca. Ele foi encontrado morto, carbonizado, na cidade de Doutor Severiano, encontrado carbonizado no dia 21 do mês passado. O caso seria investigado por um delegado especial, mas ainda não houve uma definição quanto a isso.
Segundo matéria publicada no jornal De Fato, o presidente da Aduern, professor Flaubert Torquato, afirmou que irá tratar o tema durante a plenária que será realizada na próxima quarta-feira. A princípio, ele acredita que deverá ser encaminhado um documento à Sesed pedindo mais empenho na investigação. Devido à gravidade do crime (a vítima foi carbonizada dentro do seu carro), foi cogitada inicialmente a possibilidade de um delegado ser designado para investigar o crime em caráter especial. Passados mais de 10 dias após o crime, essa possibilidade ainda não se concretizou e ainda não há delegado especial.
O caso está sendo investigado pelo delegado regional de Pau dos Ferros, Inácio Rodrigues de Lima, que acumula a função de delegado em mais de 15 cidades situadas na região Alto Oeste. Ao DE FATO, o delegado afirmou ontem que a investigação está sendo realizada, apesar da falta de condições necessárias (a Polícia Civil trabalha de maneira extremamente precária no interior do RN). Ele adiantou que várias pessoas já prestaram depoimento sobre o caso e que algumas diligências têm sido realizadas, mas não quis detalhar os passos que foram tomados. Disse apenas que está investigando o crime.
Flaubert Torquato disse ontem que estava aguardando a definição da Secretaria de Segurança Pública do RN quanto à nomeação do delegado especial. Ele ficou surpreso ao saber que a situação ainda não havia sido resolvida, mais de uma semana após o crime. "Nós achávamos que essa questão já havia sido definida e que um delegado especial já havia sido denominado. Diante disso, vamos tomar uma providência para cobrar maior empenho ao Governo", disse o professor, defendendo que um delegado seja designado para apurar o crime em caráter especial devido a sua gravidade.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Corrupção: 4 grandes operações só neste ano.


Os desvios dos recursos públicos têm consumido uma quantia expressiva do dinheiro do contribuinte potiguar
Allan Darlyson // allandarlyson.rn@dabr.com.br 

Passou o tempo em que os atos de improbidade administrativa dos políticos não se faziam notar pela população brasileira. Com a forte atuação do Ministério Público (MP) e a cobertura da imprensa, as ações desonestas dos gestores públicos começaram a vir à tona. Até a década passada, era incomum ver um prefeito, um vereador ou um governador preso ou denunciado como cabeça de um escândalo de corrupção. A situação mudou. 

De 2007 para os dias de hoje, os políticos brasileiros têm sido protagonistas das grandes denúncias. No Rio Grande do Norte os Ministérios Públicos Estadual (MPE) e Federal (MPF) têm se desdobrado. Só neste ano, o MPE e o MPF realizaram quatro operações envolvendo políticos no RN: Via Ápia, Hefesto, Pecado Capital e Sinal Fechado. No rol de políticos investigados por corrupção, somam-se os denunciados pela Operação Impacto, realizada em 2007, e a Operação Hígia, deflagrada em 2009.

A Operação Impacto, que indiciou 21 réus, foi a primeira que expôso jogo sujo nos bastidores da política. O MP acusa vereadores de Natal de receberem propina para votar a favor dos interesses dos empresários contra veto do então prefeito Carlos Eduardo (PDT) no projeto do Plano Diretor de Natal. O atual presidente da Câmara, vereador Edivan Martins (PV), junto com os vereadores Adenúbio Melo (PSB), Dickson Nasser (PSB), Adão Eridan (PR), Aquino Neto (PV) e Júlio Protásio (PSB) respondem ao processo instaurado no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte.

Dois anos depois do escândalo da Impacto, os potiguares foram pegos de surpresa por mais uma operação. Durante a Hígia, deflagrada pelo MPF, o filho da então governadora Wilma de Faria (PSB), o advogado Lauro Maia (PSB), foi preso junto com mais 12 acusados de formar um esquema de desvio de dinheiro da Saúde. A operação cumpriu mais de 40 mandados de busca e apreensão e 13 mandados de prisão. O caso teve repercussão nacional e desgastou o governo do PSB, que acabou derrotado nas urnas em 2010.

Passado o ano eleitoral, oMPF voltou a agir. Em abril deste ano, o órgão, em parceria com a Polícia Federal, deflagrou a Operação Via Ápia, que prendeu o engenheiro Gledson Maia, sobrinho do deputado federal João Maia (PR), e o ex-superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Fernando Rocha. Os dois haviam sido indicados para o cargo pelo deputado. Apesar de não ter sido envolvido na investigação, João Maia teve sua imagem pública abalada com o caso. Durante a operação, a PF efetuou 10 prisões.

Em setembro deste ano, o MPF deflagrou duas operações: Pecado Capital e Hefesto. A primeira denunciou nove pessoas pelos crimes de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Na ocasião, foram presos os irmãos Rychardson e Rhandson Rosário de Macedo Bernardo e a mãe deles, Maria das Graças de Macedo Bernardo. Os três são suspeitos de desviarem dinheiro do Instituto de Pesos e Medidas do RN (Ipem/RN). O protagonista político do escândalo foi o deputado estadual Gilson Moura(PV), que indicou Rychardson paraa presidência do Ipem e tem seu nome citado em gravações suspeitas.

A segunda operação, de setembro, foi denominada Hefesto. Na ocasião, a PF esteve na casa do vereador Enildo Alves (DEM), no Tirol, para cumprir um dos mandados de busca e apreensão. A Operação investiga indícios de formação de cartel no setor de combustíveis , como a pouca oscilação da margem média de revenda; a margem de revenda do combustível em Natal ser superior ao padrão da margem média observada para todo o RN. 

Para finalizar 2011, mais um escândalo veio à tona. No mês passado, a Operação Sinal Fechado, realizada pelo MPE, prendeu 13 pessoas suspeitas de montar um esquema de fraude no processo de implantação da Inspeção Veicular no RN. Pelo menos três políticos se destacaram como protagonistas do escândalo: o suplente de senador João Faustino (PSDB), o ex-governador Iberê Ferreira de Souza (PSB), e a ex-governadora Wilma de Faria (PSB), que desafiou o MP a provar seu envolvimento no esquema. 

Fonte: Diário de Natal