terça-feira, 27 de setembro de 2011

Uma tragédia sem explicação

Pintor estupra filha de dois anos, mata mulher com barra de ferro e se suicida. Crack pode ter relação com caso.
Paulo de Sousa // jpaulosousa.rn@dabr.com.br



O uso de crack pode ter sido o estopim para uma tragédia que se abateu sobre uma família de Nova Parnamirim, região metropolitana de Natal, na madrugada do último domingo. Um pintor de 33 anos, cuja identidade foi preservada, matou com uma barra de ferro estocada no estômago a esposa, uma dona de casa de 28 anos, violentou a própria filha de 2 anos de idade e se suicidou em seguida. Uma irmã da mãe da criança, uma dona de casa de 23 anos, conta que o pintor passara o dia anterior bebendo e se drogando.

A tia da criança violentada conta que por volta das 5h30 da manhã do domingo, vizinhos do casal ouviram quando o pintor teria ligado a televisão e aumentado o volume do aparelho e, em seguida, mandou que os filhos de 11 e quatro anos saíssem para comprar pão. Enquanto isso, o pai da menina a violentou e ainda matou a esposa usando uma barra de ferro. "As últimas palavras da minha irmã foram: não faça isso com sua filha", diz a tia da menina.

Segundo essa parente da vítima, antes dos filhos mais velhos do casal chegarem em casa, o pintor fugiu do local. Quando os meninos entraram em casa, encontraram a mãe morta e a irmã de 2 anos amarrada à cama e amordaçada com um lençol. Desesperadas, as crianças então chamaram pelos vizinhos que, ao verem a cena, acionaram a polícia. Enquanto isso, o pintor foi até um condomínio no próprio bairro, onde estava trabalhando em uma reforma, e, pendurando uma corda a um andaime, decidiu se suicidar.

A menina violentada foi levada à maternidade Januário Cicco para ser atendida e, em seguida, passou por exame de conjunção carnal no Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep). Segundo a tia da menina, ficou comprovada a violência sexual. A criança está internada no Hospital Santa Catarina, na Zona Norte de Natal, onde está em observação e recupera-se bem dos ferimentos. Os filhos do casal estão sendo cuidados pela família da mãe deles.

Um dos vizinhos do casal, que preferiu ter a identidade preservada, afirma que ninguém nas proximidades chegou a ouvir qualquer discussão entre o casal. "Ouvimos apenas o choro da criança. Não fizemos nada porque imaginávamos que os pais dela iriam acolhê-la, jamais pensamos que algo assim estava acontecendo. Ele (o pintor) passou o dia aqui, bebendo e comendo churrasco conosco, alegre e beijando a esposa".

A tia das crianças afirma que o cunhado jamais fora violento com sua irmã anteriormente, "apesar de tratá-la com ignorância, algumas vezes". Ela revela que o cunhado era viciado em drogas e acredita que a mistura de álcool com crack possa ter provocado um surto no pintor.

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