quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Novo mínimo de R$ 545 só deve cair na conta em abril

Aposentados e pensionistas que ganham até 1 salário recebem no final do mês que vem
Giselli Souza, do R7
 
O novo salário mínimo de R$ 545 aprovado nesta quarta-feira (23) só vai entrar em vigor a partir de 1º de março, mas o trabalhador só deve sentir a mudança no bolso na folha de pagamento de abril – quando as empresas vão pagar o salário com o novo aumento.
O reajuste não pode ser retroativo porque as empresas seriam prejudicadas, assim como a Previdência, que teriam que desembolsar a diferença dos R$ 5 nas folhas de janeiro, fevereiro e março do trabalhador.

Um dos exemplos levantados é o de funcionários já demitidos. Neste caso, haveria um questionamento se eles não teriam de ser procurados para receber a grana a mais.
 
Os aposentados e pensionistas que ganham até um salário mínimo vão receber a diferença primeiro. O pagamento é feito com base no final do cartão, de 1 a 6, e começa a ser feito nos últimos cinco dias úteis do mês de março.
 
Esse contingente representa a maior parte dos beneficiários da Previdência, cerca de 70%, que equivale em números a 19,3 milhões de beneficiários diretos.
 
A partir do dia 1º de abril, a Previdência começa a depositar os benefícios para quem ganha acima de um salário mínimo, também de acordo com o final do cartão.
 
O pagamento de atrasados – diferença nos valores do benefício depois do reajuste – só foi feito quando o governo aprovou o reajuste da aposentadoria em agosto do ano passado.
 
Dos quase 63 milhões de trabalhadores com carteira assinada, cerca de 22 milhões ganham um salário mínimo no Brasil, além de número quase igual de aposentados que recebem pensões pelo INSS. Segundo cálculos das centrais sindicais, com esse reajuste devem ser injetados inicialmente R$ 18 bilhões a mais na economia.
 
Além disso, como também houve reajuste no abono salarial e no seguro desemprego, que se encontra no valor médio de R$ 632,40, o valor total de dinheiro extra despejado na economia deve subir para R$ 40 bilhões.

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