sábado, 6 de novembro de 2010

Poder Legislativo de Rafael Fernandes realiza eleições para o segundo biênio(2011-2012)


A Câmara Municipal de Rafael Fernandes realizou nesta sexta-feira, dia 05, a eleição da mesa diretora para o próximo biênio. Diferente de tantos outros momentos que ficaram marcados por conflitos nos últimos dois anos nas sessões, esta, transcorreu de forma tranquila. Durante a eleição os vereadores de oposição apresentaram a chapa 1, composta por Arimatéia( presidente), Geverton(vice-presidente), Charles Lopes(1º secretário) e Airton Lopes (2ºsecretário). Em seguida os vereadores situacionistas apresentaram a chapa 2, composta Arimatéia( presidente), Zuleide Moura( vice-presidente), Jório César( 1º secretário) e Anchieta ( 2º secretário), e imediatamente o vereador Arimatéia pediu que fosse retirado seu nome da segunda chapa, uma vez que já estava citado na primeira. E assim aconteceu a votação: todos os vereadores votaram na chapa 1, com excessão da vereadora Lívia Sonalle, que optou pela abstenção do seu voto, sendo concluído a votação e logo em seguida alguns discursos encerram a sessão.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Ofensas a nordestinos no Twitter ganham repercussão no exterior.

A história da estudante de direito Mayara Petruso, que postou mensagens de ódio contra nordestinos no Twitter logo após a eleição de Dilma Rousseff (PT), teve repercussão num dos maiores jornais do mundo, o britânico Telegraph.
A reportagem, assinada pelo correspondente do jornal em São Paulo, Robin Yapp, destaca que a OAB de Pernambuco entrou nesta quarta-feira com uma notícia-crime no Ministério Público Federal em São Paulo contra Mayara. Dentre as muitas mensagens ofensivas escritas pela estudante, o Telegraph cita a de maior repercussão no Brasil: "Nordestino não é gente. Faça um favor a SP: mate um nordestino afogado" (sic) .
O texto do jornal inglês explica que a maior parte da população da região Nordeste do Brasil é composta por negros e pardos, enquanto o Sul é predominantemente branco. A reportagem cita que se o caso for a julgamento, Mayara pode pegar de dois a cinco anos por racismo e de três a seis meses por "incitação pública ao ato delituoso".
O Telegraph explica também que é errada a percepção de Mayara e outros usuários do Twitter que afirmaram que Dilma só foi eleita por causa dos votos do Nordeste - a candidata do PT ganharia a eleição mesmo sem os votos dessa região.
A reportagem cita declarações do presidente da OAB-PE, Henry Mariano, que classificou as ofensas de Mayara como inaceitáveis. "Como alguém com esse comportamento pode se tornar um profissional que depois lutará por justiça e direitos humanos?"

Fonte: redação yahoo Brasil

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Dilma prevê salário mínimo acima de R$ 700 para 2014.

Em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira (3), a presidente eleita Dilma Rousseff falou sobre o reajuste do salário mínimo e afirmou que em 2014 o valor poderá estar acima de R$ 700. "Num cenário de PIB crescendo às taxas que nós esperamos, vamos ter um salário mínimo no horizonte de 2014 acima de R$ 700. Se não tiver nenhuma alteração, já no final de 2011, início de 2012, ele estaria acima de R$ 600", disse.
A petista explicou que o critério para reajuste adotado nos últimos anos, baseado na inflação corrente e no PIB de dois anos anteriores, enfrenta hoje "um problema". "Nós temos um problema agora que é o fato de que o PIB de 2009 é um PIB que se aproxima do zero, porque houve uma crise internacional que afetou as economias". No entanto, Dilma afirmou que o Brasil teve uma recuperação muito forte e que está avaliando se é possível fazer essa compensação.

Dilma: Temer, Dutra, Palocci e Cardozo fazem parte de transição

BRASÍLIA (Reuters) - A presidente eleita Dilma Rousseff anunciou nesta terça-feira os integrantes da coordenação política da equipe de transição de governo. Segundo nota da assessoria de imprensa, são eles o vice-presidente eleito Michel Temer (PMDB), o presidente do PT, José Eduardo Dutra e os deputados Antonio Palocci (PT-SP) e José Eduardo Cardozo (PT-SP).

O nome de todos os integrantes, inclusive os da equipe técnica --que não foram divulgados--, foram enviados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os trabalhos começam em 8 de novembro.

Na segunda-feira, Dilma disse que ainda não escolheu as pessoas que farão parte de seu governo, mas garantiu que os nomes unirão aspectos técnicos e políticos e que o anúncio será feito em blocos. "Vou me esmerar para ter um governo em que o critério de escolha dos ministros e dos cargos da alta administração sejam providos por esses dois critérios", afirmou, em entrevista ao Jornal Nacional.

"Não tem ainda nome certo e eu pretendo ter um processo. Não digo que vou anunciar um bloco inteiro, todo o governo, mas pretendo não fazer anúncios fragmentados, espalhados ou individualizados, mas fazer por blocos." Dilma disse que sua primeira ação será reunir os governadores eleitos para discutir temas das áreas de saúde e segurança.

Emoção
Durante a entrevista, a presidente eleita disse ter ficado muito emocionada ao saber o resultado da eleição. "Na hora que vem a notícia, você está assim um pouco anestesiada e aí é preciso que o tempo passe para que você absorva todo o impacto de uma notícia desse tamanho. É uma notícia com a grandeza do Brasil. Não é uma notícia qualquer. É uma notícia que, daqui pra frente, você vai ser a responsável por esse País continental imenso e por 190 milhões", afirmou.

"Eu chorei depois, fui chorando aos poucos. Não chorei de uma vez só. Eu chorei lá quando eu falei, chorei um pouco, e depois eu chorei chegando em casa, bastante", disse. "O pessoal diz que eu me contive. Não, eu chorei por dentro e por fora um pouco", contou, referindo-se ao momento do discurso da vitória, ontem, quando mencionou o nome do presidente Lula.

Escolha
Ao falar sobre o processo de escolha de seu nome por Lula, Dilma disse que, no início, não acreditava ser pessoa certa para o cargo. "Sendo assim muito honesta contigo, eu nunca imaginei ser presidente da República. Sempre fui uma servidora pública e acredito que ser servidora pública é uma coisa importante, porque a relação que a gente tem que ter com Estado não pode ser o Estado nos servindo, mas nós servindo o Estado e a sociedade", afirmou.

"Quando o presidente começou a dar sinais de que queria que eu fosse sua sucessora, a primeira reação que eu tive foi de achar que não era muito por ali. Aos poucos fui me convencendo, e aí é algo muito interessante: servir o País, chegar a ser presidente, é de fato talvez um sonho que cada brasileiro esconde lá no fundo da alma."

Ela disse se sentir realizada por ter sido eleita e, durante a entrevista, agradeceu a Deus a oportunidade de ter participado do governo Lula. "É maior realização que uma pessoa pode ter em seu próprio País. É o momento em que você pode provar que você vai de fato dar uma contribuição para os milhões e milhões de brasileiros e de brasileiras que compartilham comigo essa aventura história de sermos brasileiros no ano de 2011 e de sermos capazes de dar aquele salto que a gente espera que o Brasil dê", afirmou.

"Apesar de no inicio eu não ser uma pessoa que estava direcionada para isso, eu quero te dizer que hoje sou uma pessoa certa de que vou fazer o melhor que eu puder. E quando eu tiver feito o melhor, vou fazer ainda um pouco mais para que o Brasil siga se transformando numa grande economia, numa grande sociedade e de fato em uma nação plenamente desenvolvida."
(Reportagem de Bruno Peres)

terça-feira, 2 de novembro de 2010

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Dilma Vana Rousseff Linhares - PT - entra na história como a 1ͣPresidente do Brasil.


Dilma Vana Rousseff Linhares - PT - entra na história como a 1ͣPresidente do Brasil, e renova a esperança de um povo que sempre sonha com a liberdade.

Dilma é a primeira mulher eleita presidente do Brasil. Nascida em 14 de dezembro de 1947, em Belo Horizonte (MG), a presidente eleita é formada em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e trabalhou na Fundação de Economia e Estatística (FEE). Depois, organizou debates no IEPES (Instituto de Estudos Políticos e Sociais) e, com Carlos Araújo, de quem é divorciada, ajudou a fundar o PDT do Rio Grande do Sul. Durante sua carreira, Dilma foi secretária da Fazenda de Porto Alegre, diretora-geral da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, presidente da FEE, secretária de Minas, Energia e Comunicação, ministra de Minas e Energia e ministra Chefe da Casa Civil.
Prestes a terminar seu mandato, que durou oito anos, o presidente Lula viu-se incumbido a escolher um dos companheiros petistas para a sucessão no Palácio do Planalto. Preferiu olhar para dentro de seu governo e eleger um de seus ministros. Dilma Rousseff, hoje com 62 anos, ficou conhecida durante a gestão de Lula como "a mãe do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento)".
Filha de um búlgaro, Pétar Russév, e de uma mineira, de quem herdou o nome, Dilma viu-se ligada à política desde muito cedo, mesmo não sabendo disso. Seu pai, que se naturalizou brasileiro com o nome Pedro Rousseff, foi ligado aos movimentos de transformações na Europa e deixou à filha o espírito libertário, além do gosto pela leitura.
Dilma Vana Rousseff nasceu sete dias antes do Natal de 1947. Teve uma infância tranquila e sem muitas dificuldades financeiras, com jantares servidos à francesa, em uma casa em Belo Horizonte. Por lá, ao lado dos dois irmãos Igor e Zana, ela ficou até a juventude. Neste período, estudou em colégios particulares de freiras, exclusivos para moças.
Mais tarde, em 1964, ano do golpe militar, Dilma entrou no Colégio Estadual Central. Nesta escola, que era pública e tinha turmas mistas, iniciou a militância na Política Operária (Polop), organização de esquerda com forte presença no meio estudantil, à qual já pertencia seu namorado, Cláudio Galeno. Eles se casariam três anos depois, apenas no civil e sob os olhares de poucos amigos e familiares.
No mesmo ano de seu casamento, em 1967, Dilma ingressou no curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais e aderiu ao Comando de Libertação Nacional (Colina) - organização que combatia a ditadura.
Tortura
As sessões de tortura e a prisão duraram por quase três anos. De janeiro de 1970 a dezembro de 1972, Dilma passou os dias nos porões da Operação Bandeirantes (Oban) e do Departamento de Ordem Política e Social (Dops).
Nestes dois departamentos, criados na Ditadura Militar, a jovem de vinte e poucos anos sofreu torturas, de diversas formas, e foi considerada pelos colegas de militância como uma pessoa bastante forte. Ao ser libertada, Dilma voltou à sua casa da infância para se recuperar ao lado da família.
Câncer e cara fechada
Considerada pela mídia como um "general", Dilma humanizou-se diante das câmeras ao relatar que estava com câncer linfático, em abril de 2009. A mulher com fisionomia sisuda e bastante séria teve de se submeter às sessões de quimioterapia e logo se recuperou.
A partir daí, começou a aparecer sempre ao lado do presidente Lula, que a considera "uma mulher competente e de fibra". Em 2009, a "mãe do PAC" foi considerada uma das 100 pessoas mais influentes do País pela revista Época.
O ar de "braveza" foi desaparecendo aos poucos, junto às suas mudanças fisionômicas, que começaram em 2008. Ajudada pelas cirurgias plásticas, as linhas de expressão, as olheiras e os olhos caídos deram espaço a um olhar mais vivo, um rosto mais liso e um corte de cabelo mais moderno, definido pelo hair stylist Celso Kamura como "iluminador