segunda-feira, 7 de junho de 2010

UM OLHAR CRÍTICO DA REALIDADE POLÍTICO CULTURAL

Tradicionalmente nossas primeiras formações sociais foram dando origem a uma questão fundamental pra que se pudesse caracterizá-las: a cultura. Cultura essa que perpassa por valores, costumes, hábitos, morais dentre outras identidades inerentes aos grupos sociais distintos. Elementos que querendo ou não possibilita avaliar que rumos estão nos direcionando e onde iremos chegar. Às vezes, quando nos permitimos contextualizar nosso momento histórico atual, dá uma impressão que continuamos vivendo processos passados que continuam cada vez mais presentes, só que camuflados. É aquela velha história: mudam-se os cenários mais os personagens continuam os mesmos. A política por exemplo, mesmo tendo oficialmente sua origem na Grécia Antiga; nas comunidades primitivas, o homem no auge de suas descobertas, já exercia seus ideais políticos quando disputava poder com seu oponente, fosse pela caça, pelo território, pela liderança do grupo, enfim; manifestavam-se resquícios ideológicos do que seria ao longo do tempo, fator de peso pra organização social. Tudo evoluiu. Perfeito. Mais algumas atitudes do homem parecem que não saíram das cavernas que viviam. A sede por poder se tornou uma coisa acirrada, que nos remete as arenas romanas onde os gladiadores lutavam para demonstrar força e divertir o povo. Era a famosa “panem ET circenses (política do pão e circo), eram forças paralelas opostas evidentes, mais que demonstravam que um homem pode se sobrepor a outro, seja de maneira física ou ideológica. Manifestações políticas foram se fundamentando história a dentro. Desculpas as pequenas comunidades: mais quanto menor geográfica e demograficamente o município, menor a capacidade do homem de pensar de forma democrática. Claro, isso não é regra. Mais é perceptível.

Modernizaram-se os meios técnicos de operacionalizar a escolha dos “ditos representantes do povo”. De que adiantou se os meios teóricos continuam retrógrados? Práticas coronealistas, encabestradas, ditadoras, mesquinhas, hipócritas, individuais... E o discurso de democracia? De coletividade? infelizmente fica só no discurso. Parece também discurso, mais só quem sofre com isso é o próprio povo. Povo que se vende por uma nova política do pão e circo, por caras novas e bonitas, políticas públicas paliativas ( bolsas da vida) que pela lógica; eleitos e criados para ser o diferencial e promover o futuro, o desenvolvimento. Onde está o poder do cidadão? Ninguém sabe, ninguém fala. Ai de quem assim o fizer. São bitolados de forma mecânica a pensar igual. O homem se revela diante da capacidade de governar; o poder edifica mais também destrói. Petrifica. Em que acreditar, se hoje quem deveria acertar é quem mais erra? De quem é a culpa? Não adianta apontarmos culpados, ficaríamos girando em círculo sem encontramos possíveis soluções e/ou condenados. Vivemos um sistema capitalista cada vez mais excludente onde um elemento funcional como a educação chega a se tornar utópica, ilusão de histórias contadas nos livros didáticos, fórmulas geniais idealizadas; se fossem realmente postas em prática. Essa ainda é forte arma de campanha. Ganha aqueles que melhor exercer seu poder de persuasão. Coincidências à parte, manifestemos nossa única aparentemente capacidade que nos difere dos seres irracionais: pensar, por mais que passamos a agir como eles. E àqueles que exercem a “ política”, ficam as reverências por desvirtuar o verdadeiro sentido de uma ciência tão maravilhosa. Ao povo, é necessário que se retome atitudes críticas, pautadas no conhecimento e com os pés na realidade. Existem governo e governados... onde você se encaixa?

“ Dar a cada um aquilo que lhe é devido” (Polemarco)

Francisca Francimeire, acadêmica de Serviço Social, Facex-Natal/RN

Comentário:
 
O Blog Nossa Rafael Fernandes, agradece a leitora Francisca Francimeir, assídua nas leituras fornecidas por essa ferramenta democrática de informação; e pela brilhante forma evolutiva de pensamento. Continuamos a sua inteira disposição. Abraços.

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