terça-feira, 13 de abril de 2010

VEJA A EMOÇÃO DO NOSSO AMIGO VICE-PREFEITO DE CAMPO GRANDE AO REENCONTRAR O NOSSO PRESIDENTE!


Depois de 20 anos o reencontro com o Presidente Lula
* Caramuru

Era uma tarde chuvosa de 1990. Ainda respirávamos o sonho do ‘Quase Lá’ da campanha eleitoral ocorrida no ano anterior. Estávamos eu, Ronaldo, Sr. Nandu, Sr. Zé Gondim, Inês Almeida, Francisco Antonio e alguns outros 5 ou 6 companheiros no trevo de Campo Grande para Janduís a espera do Lula que ia cumprir uma agenda política no município vizinho. Passavam muitos carros e ele nada. Para aumentar nossa angústia todos perguntavam se o nosso líder maior já havia passado.

As dúvidas nos deixaram confusos sobre a possibilidade da passagem de Lula antes da nossa chegada. Mas de repente, surge e pára ao nosso lado um carro com Crispiniano Neto e o Lula. Ficamos nervosos porque era incrível a sensação de ficarmos perto de um grande referencial que Lula já representava para nós, militantes petistas. “Sabem dizer se o pessoal da caravana que nos acompanhava passou para Janduís ?”, perguntou Crispim. “Entramos em Assu para tomar uma cerveja e nos perdemos”, complementou uma voz rouca numa cara barbuda.

Inseguros, perguntamos sobre a possibilidade de ele aceitar fazer uma foto conosco. “Claro, companheiros. Falem um pouco mais da cidade de vocês!”, tranqüilizou-nos sem nenhuma pressa de chegar ao destino final. Sr. Nandu, um dos companheiros presente naquele momento, muitos anos depois, perto dos 100 anos, me lembrou que perguntou a Lula sobre a derrota presidencial de 1989 e confiante o Presidente tinha respondido: “ – AINDA VAMOS GOVERNAR ESTE PAÍS”.

Não me lembro de muitos detalhes da conversa que durou uns 15 ou 20 minutos no máximo; e também perdi uma foto onde eu aparecia magérrimo e com cabelo e o Presidente Lula preto e de barba enorme. Mas o tempo é incrível e o destino me deu a oportunidade de não apenas vê-lo fazendo o melhor Governo da História deste País; como ainda me presenteou com a chance de trabalhar nos seus dois mandatos, depois de uma seleção feita pelo PDHC, projeto de parceria entre o Brasil e a ONU.

Em quase 5 anos de trabalho participei da organização de alguns eventos para o Lula, mas nunca mais conversei com ele. Em Apodi preferi promover o encontro do Presidente com o Mestre Padre Pedro. Na cidade de Guamaré, enquanto o aguardava ansioso na área vip recebi a notícia que o tempo tinha fechado e o presidente Lula não viria mais de Natal. Em Brasília tinha estado em diversos eventos com ele presente sem a satisfação do contato, da palavra.

De repente, depois de sair do Governo Federal desprezei a hipótese de um novo momento antes do pouco tempo que resta do seu mandato. Mas lá vou eu representando a Prefeitura de Campo Grande no Território Sertão do Apodi para o II Salão Nacional dos Colegiados Territoriais. O Lula garantiu presença, apareceu, falou bonito e foi ovacionado por uma platéia que lotava o Centro de Convenções Ulisses Guimarães. Termina o evento, todo mundo sai. Eu sigo para a programação cultural e vou curtir Quinteto Violado.

Estou lá tranqüilo quando o Carinha Kércio Henrique acha de me ligar e para atende-lo saio do barulho e vou para detrás do Centro. Então, quem está lá saindo do evento ? Isso mesmo!. A emoção de tocar e falar com o Presidente Lula foi à mesma, depois duas décadas. Agora eu careca e barrigudo, e o Lula alvo e de barba feita. Em mim o sentimento de respeito e admiração é o mesmo que carrego pelo meu pai, por Padre Pedro e pelo Ariano Suassuna. Emocionei-me ao ponto do segurança dele pedir para não apertar tanto o braço do Presidente.

“O senhor é o presidente de todos, da inclusão social. Somos muito gratos”, foi tudo que consegui dizê-lo desta vez. Ele era o mesmo tranqüilo de 20 anos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Faça aqui o seu comentário.