sábado, 24 de outubro de 2009

Intelectuais de Revólver

O Jornal da Tarde trouxe matéria nesta sexta-feira, 23 de outubro, com o título “Intelectuais de Revólver.” De acordo com o artigo, eles (os Policiais Militares) são vistos de fardas, manuseiam armas e convivem com a criminalidade no patrulhamento pelas ruas.

Fora dos quartéis e da correria diária nos batalhões, os PMs mostram como dedicam parte de seu tempo no aperfeiçoamento intelectual. À paisana, os chamados Praças (Sgt, Cb e Sd PM) ministram palestras, dão aula, fazem pós-graduação, participam de teatro, tocam em banda e até se especializam em desenhos gráficos. Tudo isso para manter a atualização. Veja histórias que poucos conhecem sobre os que tentam garantir a segurança da população.

Entre os vários entrevistados do Jornal da Tarde está o Cb PM Antônio Carlos do Amaral Duca, 45 anos, que sonha em conquistar a carteira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e atuar na área criminal. “Eu acho muito bonita a parte do júri.

Pretendo advogar”, revela. Enquanto isso não acontece, Duca, que está há 23 anos na corporação, ocupa o cargo de Vice-Presidente da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar de São Paulo.

Formado em Direito, Pós-Graduado na Escola Superior do Ministério Público em Direito Penal, Mestrando em Direito Empresarial e ex-professor universitário da Unip, Duca consegue trabalhar na vice-presidência e ainda atender à comunidade.

“São pessoas que costumam ligar com frequência pedindo ajuda sobre questões jurídicas. E eu ajudo sem problemas porque tenho experiência e gosto.” O gosto pelo Direito vem do passado e sua família atua na área.

“Estudar abre a mente e conseguimos adquirir uma visão diferente da sociedade.” Seus quatro filhos estão praticamente seguindo o mesmo caminho, mas deixaram a PM de lado. “Eu tenho um filho advogado, outro formado em Direito, outra que faz veterinária e um está no segundo grau.”

Para Duca, o trabalho do Cabo vai além da farda. “Eu estou sempre fazendo coisas diferentes para me atualizar.”

O Cb PM Luiz Roberto de Aguiar, 47 anos, é formado pelo Instituto Brasileiro de Filosofia; e dedica o tempo livre às crianças de uma escola particular na zona Norte.

“É uma filosofia voltada para aprender, educar e evitar as drogas”, conta. Fora da classe ele não deixa de ensinar e nem de brincar. No mês passado participou de um teatro com os alunos.

Até aceitou assumir o papel de Soneca na peça A Branca de Neve e os Sete Anões. Em troca, conseguiu arrecadar alimentos para asilos na zona norte da capital. “Eu me sinto realizado, mas sempre procuro conhecer algo a mais na minha vida.

E mesmo dentro da polícia eu consigo tornar a comunidade próxima”, conta ele. Antes de ser policial, trabalhava em uma agência de propaganda, até ficar desempregado e entrar na PM. Quando não está de prontidão no 9º Batalhão ou dando aulas, Aguiar passa a ser aluno na Universidade Luterana do Brasil.

Lá, ele está prestes a concluir o curso de Pedagogia. “Eu gosto muito de educação. Na polícia, trabalhei em programas em escolas e vivo ensinando quem precisa de ‘ouvido’.”

Pai de sete filhos (quatro de coração), Aguiar dá lições de religião. Evangélico, dá orientações a casais que estão em conflito. “Quando pego ocorrência de briga de casal, eu peço licença e os convido para um programa espiritual.”

Recentemente, o Sd PM Daniel Gonzaga, 37 anos, ficou frente à frente com o racismo.

A ocorrência, até então inédita ao longo dos seus dez anos de carreira, o chocou. “É lamentável esse tipo de conduta”, afirma.

A situação acabou sendo tirada de letra, até porque ele não deixou de se basear na experiência conquistada fora do patrulhamento. Ele é pós-graduando em História da África. No meio da ocorrência, o PM descobriu que o vizinho de uma escola no Campo Belo, zona Sul, era o suspeito da injúria racial.

O bairro é justamente onde o Sd PM trabalha na Ronda Escolar. “É triste, pois a educação é tudo para a formação do ser humano.” Quando deixa as ruas, ele equilibra seu tempo entre a sede do 12º BPM/M e o curso, aos sábados.

No passado, também fez letras. “Tem de abrir o leque. Não dá para ficar em letargia e deixar a oportunidade passar”, avalia. Em dias de folga, o Sd PM corta até cabelos. “Sou cabeleireiro afro.

Agora o trabalho está reduzido; fechei o salão, mas fiz curso e corto cabelo só dos mais chegados.” E ainda há espaço para o esporte em sua agenda. “Sou mestre de capoeira e pratico desde os sete anos.”

Vindo de uma comunidade simples da zona Sul, filho de mãe solteira, Daniel Gonzaga se orgulha de ser PM, mas quer mais: “Gosto dos cursos de Psicologia e Política.

Ser voluntária e pedagoga faz parte de um conjunto de realizações na trajetória da Sd PM Maria do Socorro Pereira Santos Lenk.

Ao mesmo tempo em que concluía o antigo Centro de Formação de Soldados (atual Escola Superior de Soldados, conforme publicação do Decreto nº 54.911, em 14 de Outubro de 2009) que a preparou para ingressar na Polícia Militar, ela fez Magistério por causa do carinho que tem por crianças. Chegou a ser inspetora de alunos, mas desde a infância queria mesmo era ser policial.

Já formada, sentiu que precisava “renovar” a carreira e optou pela Pedagogia. “Ficava enlouquecida”, diz. “Precisava cumprir minha escala e ir à faculdade. Às vezes chegava na segunda aula, mas tudo deu certo. Nunca desisti.”

Atualmente, a Sd PM Maria do Socorro Pereira Santos Lenk trabalha na Diretoria de Polícia Comunitária, onde consegue aplicar os ensinamentos de Pedagogia.

Mas já exerceu um serviço externo na região do Parque Peruche, zona Norte, onde fazia o Policiamento Comunitário. “Foi complicado. As pessoas resistiram um pouco a presença da PM naquele local. Aí eu pensei: vou ter de encarar isso.”

O resultado foi exatamente como Lenk esperava. Ela e seus colegas de farda conseguiram levar música à criançada do bairro.

Em multirões, conseguiu doação de instrumentos e ganhou a confiança dos moradores. “Eu saía de férias e os moradores ligavam para o meu Comandante me pedindo de volta”, lembra.

Seu trabalho no Parque Peruche terminou em 2004. Porém, o apego pela comunidade fez com que ela deixasse o atual serviço no quartel e seguisse uma vez por semana como voluntária da Casa de Amparo ao Pequeno São João Batista.

Ali são atendidas crianças vítimas de maus-tratos e opressão. Elas dormem na casa. Para que a entidade se mantenha aberta, a Sd PM Lenk sai pedindo roupas usadas nas casas, as leva para lavar e passar e depois as coloca em exposição para venda. “Eu faço isso com muito gosto”, diz Lenk, que é mãe de três filhos.

Há dez anos na Polícia Militar, o Sd PM Natanael Deiró Nascimento, 32 anos, éligado mesmo à parte de designer.

Mesmo dentro da Corporação, ele consegue colocar em prática os ensinamentos adquiridos nas salas de aulas fora da PM.

Atualmente, Nascimento trabalha na área de propaganda institucional, no quartel da Luz. “Gosto de desenhar desde criança.

Sou apaixonado por caricaturas”, diz o Sd PM, formado pela Acedemia Brasileira de Artes e pela Faculdade de Designer de Mídia.

Recentemente, ele ainda concluiu Pós-Graduação em Design Gráfico. Quando sobre tempo, o policial realiza trabalhos free lancer (profissional autônomo) para agências de publicidade.

“Aprendi a fazer pintura à mão e, depois, passei para pintura digital. Como não tinha um emprego fixo, entrei para a PM e consegui fazer duas coisas que gosto.

Hoje posso dizer que estou satisfeito e realizado por fazer o que gosto.” E as atividades do policial não param. Ao chegar em casa, Nascimento ainda ensaia com uma banda de rock que leva seu sobrenome “Deiró.” Toda violão, guitarra, é vocalista e compõe músicas.

A banda é formada por outros parentes. “Eu faço cover em bares e toco em festas de casamento.” No futuro, um sonho: “Dar aula para universitários”.

O Ministério Público de Pau dos Ferros/RN, investiga um possível crime corrupção ativa por parte de vereadores de Rafael Fernandes/RN

A promotora Patrícia Antunes Martins, da 1ª Comarca de Pau dos Ferros, instaurou procedimento investigatório criminal, publicado no Diário Oficial do Estado (DOE), para investigar o possível crime de corrupção ativa praticado pelos vereadores de Rafael Fernandes, José Airton Lopes (PTB), Geverton Fernandes Costa (PSB) e o atual presidente da Câmara, José de Anchieta Ferreira (PSB).

Segundo a publicação, uma documentação encaminhada à Promotoria denuncia a existência de termo de compromisso entre José Airton e Geverton Fernandes e José Anchieta. Os vereadores teriam pago respectivamente R$ 16,8 mil e R$ 19,2 mil ao presidente da Câmara para serem eleitos para o mesmo cargo nos biênios 2009/2010 e 2011/2012, respectivamente.

Na documentação apresentada ao Ministério Público consta uma cópia de ata do Congresso Extraordinário Municipal do PSB de Rafael Fernandes, e a ata do Congresso Extraordinário Municipal do (PTB), datadas de 20 de dezembro de 2008. Na ocasião, os partidos decidem previamente acerca da composição da mesa diretora da Câmara Municipal de Rafael Fernandes, antes mesmo de começar legislatura atual.

A promotora determinou que os vereadores sejam informados por meio eletrônico sobre inquérito civil.



quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Cabo da PM que prendeu o presidente Lula nos anos 80 se aposenta.

O cabo Gilmar Lino de Araújo, da Polícia Militar de Minas Gerais, que na década de 1980 prendeu o então sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva, em Belo Horizonte, foi homenageado na quarta-feira pelos seus 30 anos de trabalho no Batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas (Rotam). Em reunião no auditório do batalhão, foi apresentado um vídeo contando a trajetória do policial, que é o único militar que prestou serviço por tanto tempo no Rotam e passou para a reserva. Emocionado pelas homenagens, o cabo falou sobre a satisfação do trabalho no batalhão, que faz parte do sistema de policiamento especializado da PM. Ele comentou sobre a ação policial inusitada de sua vida, quando prendeu o líder sindicalista que depois de duas décadas viria a ser eleito presidente da República. “Essa é uma passagem de minha atuação policial que fica de exemplo para os novos militares. A ação policial deve ser feita com base na razão, e não com o coração. A pessoa que hoje está sendo presa, seja em qual condição, merece o total respeito aos seus direitos. Quando me lembro daquele dia, não há do que me arrepender, pois acatei uma ordem dentro do estrito cumprimento do dever legal”, afirma Gilmar, que garante ter votado em Lula nos dois mandatos.


O cabo recorda de detalhes da ação, ocorrida em 1983, de cujo mês não se lembra. “Era uma assembléia, na Praça da Rodoviária, de trabalhadores do setor metalúrgico de BH que contavam com apoio dos sindicalistas do ABC Paulista e Contagem. Eu e minha guarnição fomos orientados a ficar próximos ao carro de som. Caso fosse deflagrada a greve e se iniciasse um tumulto, deveríamos prender os líderes da massa”, contou.

Araújo acredita que a ordem foi dada pelo temor de que o movimento dos metalúrgicos tomasse o rumo da manifestação dos operários da construção civil, ocorrida em agosto de 1979, quando grupos revoltosos promoveram uma quebradeira na área central de BH, com invasão de lojas e bancos. Na época, a polícia foi surpreendida pelo ataque, que até então não havia acontecido nos movimentos grevistas que começavam a se espalhar pelo país.

“Tão logo começou um tumulto, com alguns manifestantes tentando invadir a loja da Mesbla, pegamos o Lula, que era presidente do sindicato paulista, e mais dois líderes sindicais de Contagem e os colocamos na parte de trás da viatura. A ordem era ficar circulando com eles até que a tropa de choque dispersasse os manifestantes. A todo o momento, eles perguntavam se podia telefonar para seus familiares e para onde seriam levados. Acho que pensavam que seriam executados. Horas depois, o comando mandou que seguissem com os presos para o Departamento de Ordem Política e Social (Dops).”Gilmar Araújo já esteve próximo do presidente Luiz Inácio durante visita dele no primeiro semestre deste ano em Ribeirão das Neves, na Grande BH. Dessa vez fazia parte do esquema de segurança para proteger Lula. “Não cheguei a falar com ele e nem falaria sobre o episódio passado. Mas, se diante dele fosse questionado sobre a ação, diria que infelizmente foram ossos do ofício. Não tenho do que me arrepender”, justificou.

O militar comenta que já ouviu o presidente se lembrando do episódio de sua prisão em algumas entrevistas. Ele espera que de alguma forma tenha sido parte positiva da história de Lula, a quem definiu como um excelente governante.

Fonte: Blog da Renata

A “função social do crime” em terrae brasilis

Por Lenio Luiz Streck

Há um filme sobre uma peça de teatro que pretende contar a Revolução Francesa. Na primeira cena, o Rei e a Rainha fogem da França e são recapturados na fronteira. Alguém reclama, dizendo que a Revolução deve ser contada de outro modo. Na nova cena, aparece uma bacia com água quente, uma camponesa pronta para dar à luz e a parteira. Na sequência, entra um aristocrata, que voltava da caçada. Vendo aquela água límpida lava as suas botas sujas na bacia destinada ao parto. Desdém, deboche e desprezo. Pronto: é assim que se conta a origem da Revolução. Assim se resgata a capacidade de indignação.

Pois vendo o projeto de lei federal, que pretende conceder anistia a quem tenha remetido dinheiro ao exterior de forma ilegal (criminosa), penso no despudor do caçador aristocrata. O que mais falta fazer em terrae brasilis? Que somos pré-modernos, Raimundo Faoro já de há muito comprovara, mostrando como ainda somos governados por estamentos. Weberiamente, ele explicou as raízes do nosso amor ao nepotismo e ao patrimonialismo.

Bilhões de dólares foram sonegados, lavados e remetidos à socapa e à sorrelfa ao exterior. É tanto dinheiro para retornar, que já se teme uma queda no câmbio (o que é ruim para as exportações). O que não está dito é que a pesada máquina pública se mostrou ineficiente para punir os criminosos (afinal, la ley es como la serpiente; solo pica a los descalzos..., e, é claro, as leis desfuncionais colaboraram para esse mau resultado). Então, qual é a solução? Ora, vamos anistiar os criminosos do colarinho branco; e, na sequência, um bom discurso para criarmos mais cargos públicos para o combate à sonegação e à evasão de divisas; e, na sequência, outra anistia...! Lembremos sempre do Dr. Pangloss, do Cândido (Voltaire): vivemos no melhor dos mundos.

Na verdade, somos bons nisso. De há muito perseguimos com êxito ladrões de galinha e de sabonetes, mas não somos tão bons para “pegar” sonegadores e lavadores de dinheiro. Por todos, lembremos do “grande” Marcos Valério, que, recentemente, mesmo já condenado à prisão, pagou o valor sonegado e teve extinta a sua punibilidade (a seu favor, a bondosa Lei 10.684 e uma generosa interpretação dada ao artigo 9º.). Se não fosse trágico, seria engraçado, porque, ao mesmo tempo, milhares de ladrões (sic) continuam encarcerados (lembremos que temos mais de trezentos mil presos no Brasil por crimes contra o patrimônio individual e pouquíssimos por crimes de sonegação ou evasão de divisas).

Veja-se: pelo projeto “anistiador”, que já passou no Senado (que surpresa!), basta que o “cidadão” declare o valor que remeteu ao exterior, pague o imposto de 6% e estará anistiado. Portanto, vale a pena remeter dinheiro ilegal para o exterior, pois não? Ou seja: o crime compensa. E, atenção: o sigilo será preservado (ainda bem... imagine-se que o povo saiba o nome dessas pessoas...!) ! É a função social do crime! Já imagino adesivos em automóveis (de valor acima de U$ 200 mil, é claro) do tipo: tenho consciência social: trouxe meu dinheiro de volta! De minha parte, já aviso que, com base no princípio da igualdade, passarei a propor, em todos os processos criminais da “patuléia”, anistia a todos aqueles que devolverem o valor furtado, apropriado indevidamente, etc. Afinal, se vale para o “estamenteiros”, por que não estend er a benesse à turma res-do-chão?

De todo modo, há uma boa notícia: acaso aprovada a anistia, cabe a declaração de sua inconstitucionalidade (tenho a convicção de que há juízes nas “Berlins” de terrae brasilis). Assim como já propus várias vezes (embora derrotado) em relação à benesse dada aos sonegadores (pagamento em troca da extinção do crime), penso que esse tipo de anistia é absolutamente inconstitucional, porque fere o princípio da proibição de proteção insuficiente (Untermassverbot) e à isonomia (é claro que a extinção da punibilidade de que trata a Lei 10.684 não é uma “anistia”; o que estou a tratar é de tratamentos equânimes na República!). Parece evidente que o Estado não pode discriminar na descriminalização... (ou o nome que se dê a essa extinção de punibilidade)!

Em suma: permitamos que todos se locupletem ou restauremos a moralidade, já se disse um dia. Talvez esteja faltando o que Mario Benedetti cobrava dos uruguaios no livro “A Trégua”: um autoenojamento. Ou estoquemos comida! Logo.

Lenio Luiz Streck é procurador de Justiça do Rio Grande do Sul, professor de Direito Constitucional e presidente de honra do Instituto de Hermenêutica Jurídica.













Sobe para 33 número de mortos pela violência no Rio de Janeiro

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Operações policiais em busca de supostos criminosos que tenham ligação com a violência do fim de semana no Rio de Janeiro, quando um helicóptero policial foi derrubado, resultaram em mais sete mortes nesta quarta-feira, elevando para 33 o número de vítimas na cidade desde sábado.


Policiais militares entraram em confronto durante a madrugada com supostos traficantes no Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, na zona norte, resultando na morte de três criminosos armados que dispararam contra os policiais, informou a polícia.

"Era uma operação desencadeada com o objetivo específico de buscar e prender criminosos que tenham ligação direta ou indiretamente com a quadrilha que derrubou o helicóptero da PM no fim de semana", disse por telefone o major Oderlei Santos, porta-voz da Polícia Militar.

Mais três suspeitos foram mortos pela polícia em outra operação com o mesmo objetivo no Morro Santo Amaro, na zona sul da cidade, e a polícia também matou um suspeito chefe do tráfico de drogas no Morro dos Prazes, em Santa Teresa, na região central, informou a Polícia Militar.

Outras operações estão em andamento nesta quarta-feira em favelas da cidade, numa tentativa de encontrar os responsáveis pelo incidente de sábado, quando um helicóptero da PM foi derrubado por tiros de traficantes durante ação policial no Morro dos Macacos, matando três dos seis tripulantes.

A maior dessas operações foi realizada na Vila Cruzeiro, no Complexo do Alemão, na zona norte, onde três suspeitos ficaram feridos em confronto com a polícia e outros dois foram presos.

Desde o início da escalada da violência, após um conflito entre traficantes de facções criminosas rivais e a polícia no Morro dos Macacos, ao menos 33 pessoas morreram na cidade, incluindo três inocentes mortos num suposto ataque de traficantes e 27 suspeitos, de acordo com a polícia.

Moradores da favela Morro São João, vizinha ao Morro dos Macacos, disseram na noite de terça-feira que foram forçados a deixar suas casas para fugir de uma possível invasão de traficantes, após troca de tiros entre criminosos de facções rivais.
De acordo com a polícia, não houve qualquer registro de confronto entre traficantes e policiais no local. No entanto, o major Santos reconheceu que "há um clima de tensão no ar".

"O jeito é ficar aqui embaixo, todo mundo está com medo de voltar pra casa, é melhor ficar na rua", disse a jornalistas um comerciante e morador da área, que pediu anonimato.

TURISMO

Investigações da polícia fluminense indicaram que a ordem de invasão ao Morro dos Macacos que deu início à onda de violência teria partido do presídio federal de Catanduvas, no Paraná, onde estão presos chefes do tráfico de drogas no Rio.

Apesar de o Ministério da Justiça ter negado essa informação, o secretário estadual de Administração Penitenciária, Cesar Monteiro, voltou a afirmar que detentos foram os responsáveis pelo ataque.

"Nosso sistema não prevê isolamento pleno... Essa comunicação é possível de ser feita durante as visitas íntimas, não há incomunicabilidade de presos por longos prazos", disse ele a jornalistas.

A onda de violência na cidade nos últimos meses despertou preocupações internacionais quanto à realização dos Jogos Olímpicos de 2016, apenas duas semanas após o Rio ter vencido a concorrência de Chicago, Madri e Tóquio na eleição do Comitê Olímpico Internacional (COI).

Para o ministro do Turismo, no entanto, os incidentes no Rio não devem prejudicar a vinda de turistas estrangeiros ao Brasil nos próximos meses.

"Não adianta esconder o sol com a peneira. Temos uma imagem mundial positiva e ganhamos projeção. A violência não é um problema do Rio, é das grandes metrópoles", disse a jornalistas durante visita à cidade o ministro Luiz Barretto.

Nesta semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ofereceu uma ajuda de 100 milhões de reais para reforçar a polícia do Rio, de acordo com o governador Sérgio Cabral.


Por Pedro Fonseca

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Anteprojetos em favor de militares são apresentados na AL


PMTO (PALMAS) O Deputado Manoel Aragão da Silva (PPS) mais conhecido como Sargento Aragão, apresenta na manhã desta terça-feira (13) em sessão na Assembléia Legislativa do Estado, quatro requerimentos em favor da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Tocantins.

Os anteprojetos de lei foram encaminhados em regime de urgência e tratam dos seguintes assuntos: reajuste do subsídio dos policiais militares e bombeiros militares, equiparando o salário da PM e BM do Tocantins ao salário da PM e BM do estado de Goiás;

Anteprojeto que sugere a elevação do cargo de nível superior e sua obrigatoriedade para inclusão de novos militares para Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Tocantins; Anteprojeto que sugere regulamentação de carga horária mensal e pagamento de horas extras a policiais militares e bombeiros militares do estado, além do anteprojeto que sugere a promoção na PM e BM, em cem por cento por antiguidade.

Muitos militares e presidentes de associações militares estiveram presentes na Assembléia e acompanharam as sessões da casa que tratariam da apresentação dos requerimentos. O Comandante Geral da Polícia Militar do Tocantins, coronel Joaídson Torres de Albuquerque também esteve no local e conversou com o Deputado Aragão antes da plenária.

Na abertura da sessão que trata dos anteprojetos voltados aos militares o Presidente da Assembléia, Deputado Júnior Coimbra, parabenizou o Deputado Sargento Aragão pela iniciativa e solicitou ao Deputado que seu nome seja incluído na co-autoria dos anteprojetos. Ao Deputado Júnior Coimbra se juntaram os Deputados Cacildo Vasconcelos, José Geraldo, Pedro Lima e Marcelo Lélis, fazendo o mesmo pedido. Sargento Aragão era suplente de Deputado e assumiu o cargo no último dia 9 de setembro no lugar do Deputado Eduardo do Dertins, novo secretário de Habitação do Estado.

Fonte:http://www.pm.to.gov.br/noticia/projetos-em-favor-de-policiais-e-bombeiros-militares-e-apresentado-na-al/2275

domingo, 18 de outubro de 2009

Associações dos policiais e bombeiros militares do RN tratam da aprovação da PEC 300 com a Deputada Federal Fátima Bezerra - PT

Entidades integram movimento nacional em prol da aprovação da PEC 300


Natal, 18 de outubro de 2009 - As entidades representativas da Polícia e do Bombeiro Militar, mesmo em pleno andamento das reivindicações em âmbito estadual de humanização e modernização das legislações como a criação de um Código de Ética e Disciplina e do Estatuto dos Militares Estaduais, se reuniram, na última quinta-feira (15) com a deputada federal Fátima Bezerra (PT/RN) para tratar sobre a aprovação da PEC 300 (proposta de emenda constitucional de autoria do deputado federal Arnaldo Farias de Sá - PTB/SP) na Câmara dos Deputados. A deputada ocupa a 2ª vice-presidência da Comissão Especial onde tramita a PEC 300, que prevê a isonomia salarial dos policiais e bombeiros estaduais com a mesma categoria do Distrito Federal.

O projeto tem ganhado notoriedade no Congresso Nacional pelo apoio que está recebendo de vários parlamentares, dos trabalhadores e toda sociedade que tem se mobilizado pela aprovação da emenda. Até agora já foram realizadas várias marchas, audiências públicas e tantas outras ações nos diversos estados da federação.

Na reunião com a deputada Fátima Bezerra, as entidades reivindicaram a realização de uma audiência pública da Comissão Especial da PEC 300 no Rio Grande do Norte e receberam o compromisso da deputada em requerer a audiência até segunda-feira (26), além da garantia de que ela estará lado a lado com a categoria na luta pela aprovação da emenda constitucional. Também foi solicitado o empenho da deputada na aprovação do PL 3775/2008, que trata da anistia dos policiais e bombeiros potiguares que participaram de movimentos reivindicatórios e também dos policiais militares da Bahia, Paraíba, Distrito Federal, Tocantins, Santa Catarina e Roraima.

As associações receberam o elogio da parlamentar pela união das diversas entidades que representam os trabalhadores praças policiais e bombeiros militares, unindo mais de nove mil trabalhadores em todo o estado. Fátima Bezerra ainda se comprometeu em participar das audiências públicas que serão realizadas pelas regionais em todo o interior do estado.

Várias ações estão sendo planejadas para informar a sociedade das reivindicações e para mobilizar a categoria, finalizando com uma grande marcha, no dia 07 de dezembro, que contará com a presença da deputada Fátima Bezerra e de outros deputados e membros da Comissão Especial como Major Fábio (DEM-PB), Capitão Assunção (PSB-ES), Mendonça Prado (DEM-SE) e outros parlamentares, além de Diretores da Associação Nacional - ANASPRA.

"Para nós é muito importante o reforço de um mandato federal aqui do estado, pois a PEC 300 é um anseio da categoria e uma questão de justiça. Eu acredito na PEC 300", afirma o Cabo Jeoás Santos, presidente da Associação dos Cabos e Soldados do RN. "Como Diretor Regional Nordeste da ANASPRA, sei da importância da aprovação da PEC para categoria em âmbito nacional e também para a sociedade. Não medirei esforços para incentivar e mobilizar os companheiros da região Nordeste pela aprovação da PEC 300, sem esquecer da luta nacional pela desmilitarização", completa.

As associações potiguares participarão nos dias 29 e 30 de outubro das marchas em defesa da aprovação da PEC 300 em Maceió e Aracajú.

Prêmio da Mega-Sena Acumulou !!

Ninguém acertou as seis dezenas sorteadas neste sábado, e o prêmio acumulou em R$ 4.209.080,96. Na próxima quarta-feira (21), a loteria poderá pagar um prêmio de até R$ 7 milhões, segundo estimativas da Caixa Econômica Federal.
Os números sorteados em Chapecó (SC) foram:
08 - 20 - 21 - 43 - 44 - 55.

Ao todo, 30 bilhetes acertaram a quina e vão receber R$ 44.640,50, cada um.
A quadra teve 2.965 apostas premiadas com R$ 645,24 cada uma.

INAUGURAÇÃO DO IFRN DE PAU DOS FERROS/RN.

Aconteceu na manhã de Sexta-Feira, 16 de outubro de 2009, a solenidade de aposição da placa e inauguração de mais um campus do Instituto Federal de Educação- IFRN, na cidade de Pau dos Ferros/RN, situado as margens da BR-405, este campus integra a II Fase do Plano de Expansão da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação, iniciada em 2007. Este Município, constitui cidade-pólo para os 37 municípios que compõem as microrregiões de Pau dos Ferros, Umarizal e Serra de São Miguel, destacando-se como o município mais populoso da mesorregião do Oeste potiguar.


Sendo desta forma, visivelmente significativo o investimento destinado a educação nos últimos sete anos, pois, no nosso estado eram apenas dois campus, multiplicados hoje, em onze. Um grande passo na oferta da educação pública , profissionalizante e de qualidade, fato que não acontecia nos governos anteriores, ao contrário, faziam era vetar a expansão deste tipo de ensino no País.

Mas na verdade, quero também destacar a emocionante participação da Deputada Federal Fátima Bezerra - PT, que emocionou os convidados com seu discurso sobre a importância do IFRN para Pau dos ferros e municípios vizinhos, enfatizando as políticas públicas desenvolvidas pelo governo Lula (nunca antes feita por nenhum presidente), particularmente, as voltadas para a educação. A cerimônia aconteceu com a presença de várias autoridades políticas e da sociedade civil organizada. Então, pra nossa deputada federal, nosso muito obrigada pela contribuição na luta pela expansão do IFRN para os interiores e o ao presidente que mais investe em educação, todo o nosso reconhecimento !!!!