quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Polícia Civil do Rio Grande do Norte encerram à greve



A Polícia Civil do Rio Grande do Norte volta aos trabalhos hoje. Por unanimidade, a categoria decidiu encerrar a greve que teve início na terça-feira (1). A decisão foi tomada em assembleia, na noite de ontem, na sede do Sinpol (Sindicato da Polícia Civil), no Centro da cidade. O governo do Estado se comprometeu a atender parte das reivindicações feitas pela classe trabalhadora e volta a se reunir com a categoria no dia 15 de janeiro de 2010. Na pauta, a reestruturação de plano de cargos e salários, aumento de efetivo e promoção automática.


Ficou acordado entre governo e representantes do Sinpol que em Natal, os presos, principal empecilho, dos agentes de polícia, passam a ser responsabilidade da Sejuc (Secretária de Justiça e Cidadania) e da Polícia Militar. O mesmo acontece em Parnamirim, porém, daqui a 15 dias. Em São José de Mipibu, Extremoz e Ceará Mirim a transferência ocorre, no máximo em 90 dias e nas Delegacias do interior, em até 120 dias.

As Delegacias Especializadas passam a funcionar em regime de 24 horas. “Estamos resgatando nossas funções”, afirma Wilma Marinho, presidente do Sinpol.

Na capital e região metropolitana, os presos flagranteados ou detidos por força de mandado de prisão são encaminhados de imediato para a Sejuc, já nas cidades interioranas, o prazo para a retirada de presos detidos, em flagrante, é até 120 dias.

Outra reivindicação que também será atendida pelo governo se refere à terceirização da limpeza das Delegacias. “Em março do próximo ano, a Degepol (Delegacia Geral da Polícia Civil) terá que contratar uma empresa para realizar a limpeza das DPs”, explica Francisco Alves, diretor do Sinpol.

Outro problema enfrentado pela categoria e que deverá ser resolvido no início do próximo ano é a questão do Ciosp (Centro Integrado de Operações da Secretária de Segurança Pública e Defesa Social. “O órgão, atualmente, fica sob o comando de um capitão PM e os agentes de Polícia estão subordinados a este capitão. “Será disponibilizado um local neutro, integrado, porém, cada setor terá sua coordenação. É um orgulho para todos nós sermos policiais. Estamos conseguindo o que o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) não conseguiu”, completa Wilma Marinho.

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