segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Mão Santa diz que PEC 300 vai contribuir na redução da violência.

O senador Mão Santa usou parte do seu pronunciamento na sessão dessa terça-feira (22) no Senado Federal para conclamar os senadores a apoiar a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional nº 300, que iguala a remuneração dos policiais e bombeiros militares de todo país aos do Distrito Federal.


De acordo com a tabela de vencimento dos policiais do DF em 2008, a menor renda gira em torno de R$ 3 mil, atribuída aos soldados de 2ª classe. Mão Santa disse que o aumento salarial vai gerar mais independência dos militares, que não precisarão encontrar trabalhos extras para aumentar suas rendas.

O senador considerou a PEC 300 como uma condição ímpar para reduzir drasticamente os índices de violência do país, já que é evidente a participação de policiais em vários esquemas fraudulentos em todo o país.

“Em Cuba, o policial ganha mais do que qualquer profissional. A PEC nº 300 proporciona uma condição ímpar que nós podemos fazer. Será uma contribuição para que o Governo do Luiz Inácio acabe com o grande mal da violência em nosso Brasil. Quando governei o Piauí, um dos meus atos foi dar uma casa para todo soldado e cabo em todo o Estado”, explicou o parlamentar.

O senador Jefferson Praia (PDT-AM) pediu a aprovação, pelo Congresso Nacional, da Proposta de Emenda à Constitução (PEC) 300/08. A PEC determina que a remuneração de policiais militares e bombeiros militares de todo o país não poderá ser inferior à que recebem os seus colegas do Distrito Federal.

O parlamentar informou que a aprovação da PEC motivou uma manifestação de 10 mil pessoas no centro de Manaus, na última quinta-feira (15) - data em que foi realizada na cidade uma audiência pública da Câmara dos Deputados, onde a matéria está tramitando. Somente após sua aprovação ela deverá vir para o Senado Federal.

O senador exemplificou que, enquanto um soldado da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) recebe R$ 4,5 mil por mês, o do Amazonas ganha pouco mais de um terço dessa quantia, R$ 1,6 mil. Ele lembrou que os policiais militares amazonenses não se limitam a atuar em contextos urbanos, devendo trabalhar em áreas afastadas e de difícil acesso.

Para Jefferson Praia, a medida é "um passo fundamental" para colocar as polícias militares e os corpos bombeiros à altura dos desafios do crime organizado e das catástrofes que hoje atormentam e ameaçam a população do país

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